3.6.09

Tons cintilantes e rosa-princesa enfeitam os pés das meninas na nova coleção da Kidy

Com combinações de cores delicadas e super femininas, a Kidy apresenta na sua coleção Outono/Inverno a linha Tênis Girls Kidy, que calçará os pezinhos das pequenas princesas com muito brilho e charme.

A coleção, que vai da numeração 23 ao 34, traz tênis e sapatilhas, todos com ar moderno e em variadas construções, como o velcro, o elástico e o cadarço. Brilho e strass dão o toque nobre no andar das garotas.

Sem deixar de lado tendências fashion como estampas xadrez e poá, a Kidy também alinha conforto a seus produtos. Com novos materiais, como sintético e PU resistente, a Tênis Girls também vem em peças em nylon, num tecido perfurado que facilita a transpiração dos pés.

Testados e aprovados pelo IBTEC (Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos), os calçados da Tênis Girls Kidy possuem ainda solado antiderrapante e palmilha antimicrobiana. A linha, com diversos modelos, varia nas cores e nos adornos.

Sapatilhas

Nas cores prata, rosa, pérola, marfim, lilás, branco e ouro, aparecem na versão de elástico e botão xadrez, com brilho ou com um lacinho na ponta – nada mais feminino.

Tênis

Na mesma referência de cores das sapatilhas, mas com tons cintilantes ou metalizados, os tênis têm alguns diferenciais: passador de metal personalizado com detalhe de pingente de celular, para as princesas modernas, ou passador de cadarço com coração de strass, para as princesinhas que querem brilhar. Alguns modelos têm um fechamento diferenciado de velcro com elástico, e trazem também bordados em forma de coração, deixando as meninas mais delicadas e românticas, como verdadeiras princesas.


Sobre a Kidy

O Grupo Kidy está a 18 anos no mercado de calçados infanto-juvenis e é uma das maiores empresas brasileiras do setor. Investe constantemente em pesquisas e tecnologia, emprega diretamente 1.800 funcionários e fabrica 20 mil pares/dia e está localizada em Birigui (interior de São Paulo), numa área construída de 11 mil m² integrada a um terreno de 45 mil m². Possui também uma filial na cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

O Grupo Kidy exporta para 40 países de todos os continentes. Seu maior volume é direcionado para países da América Latina, como Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador. África, Oriente Médio e Europa também recebem calçados Kidy: Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Chipre, Malta e Suécia comercializam os calçados, destinados para crianças de 0 a 12 anos.

Mais sobre a empresa no site www.kidy.com.br



[release para Kidy - assessoria: Maquinário Assessoria em Comunicação]

Os painéis já convidam a tocá-los


Com o avanço da tecnologia, avançam também os recursos da publicidade, e a mídia, antes estática, agora te chama para uma conversa


por Lisbeth Assis, para Revista Sign - teste



O que se costumava ver pelas ruas eram aqueles painéis que falavam do novo shopping ou de uma marca nova de chocolates. Sempre ali, no alto, ou parado, colado num vidro ou porta de elevador. Hoje, você pode tocar a imagem e fazer o chocolate se mover ou simular a abertura da porta do shopping e ver o que ele te proporciona.


A mídia eletrônica avança junto com a tecnologia e tem ganhado mais espaço perante a mídia clássica, estática. Mas sem substituí-la. “Para cada espaço há um tipo de informação. A mídia eletrônica, apesar de estar ganhando força, vem como um adicional, como um complemento à mídia estática. Ambas trabalham juntas”, explica Luís Emanuelli, técnico em mídia estática. Ele garante que a mídia clássica, para quem gosta dos tradicionais banners e letreiros, não deixará de existir. “Os pontos-de-venda de supermercados, por exemplo, misturam displays de LCD com um balcão adesivado”, exemplifica.


O conteúdo da mídia eletrônica geralmente é novo e específico para um determinado público. A rede Fran’s Café é uma das grandes redes que apresenta em seu conteúdo não apenas seus produtos, mas também informações sobre a cidade de São Paulo. Seus painéis vão além da venda, eles investem na sinalização digital, divulgando informações úteis e pertinentes a quem freqüenta o Fran’s Café.


As desvantagens da comunicação visual eletrônica são poucas, mas existem. “A mídia eletrônica custa mais caro, por ser uma tecnologia nova”, conta Luís. Além disso, ainda é pequeno o número de empresas que tem capacidade financeira para cobrir os gastos necessários para a divulgação eletrônica, somente grandes redes já são adeptas. “Mas tende a baratear, a tornar-se um recurso mais viável com o tempo”, afirma.


Outro problema é a sustentabilidade dessa mídia. A falta de recursos para energia hoje vem se agravando, e busca-se ao máximo a economia. Mas, questionado sobre este problema, Luís Emanuelli revelou que “a mídia clássica também exige muitos recursos, como o gasto com impressoras de grande porte.” No fim das contas, ambas gastam, a estática antes e a eletrônica depois. Além disso, muitos recursos da mídia estática não são recicláveis, como as lonas utilizadas em banners e faixas, e a comunicação eletrônica acaba sendo menos prejudicial ao meio ambiente. “A mídia estática uma hora é trocada, vai pro lixo. Na eletrônica, a mídia é a mesma; você só troca o conteúdo, e o gasto com energia é baixo, como de um computador ligado”, ressalta Luís.


A intenção da mídia eletrônica não é apenas chamar ainda mais a atenção da população. Ela foi criada também para interagir. “Nos painéis eletrônicos as pessoas podem tocá-lo, mexer na projeção, é mais interessante. Não haveria interação se fosse estático”, defende o técnico. Mas, se houver qualquer problema com a sua mídia eletrônica, você precisará ir atrás de um técnico e seu painel ficará parado – curiosamente como uma mídia estática – até que o problema seja resolvido. “É um risco”, finaliza.

26.3.09

Tudo sobre o amor materno


Uma das obras de Pedro Almodóvar que merece destaque particular na DVDteca de cada cinéfilo é “Tudo Sobre Minha Mãe”. Almodóvar encanta a todos, mas desta vez conseguiu tocar especialmente o público feminino pós-maternidade, com um enredo emocionante pelo tom dramático que acompanha toda a história (típico tom feminino), e relativamente comum a muitas mulheres: a mãe solteira, o marido controlador, a educação de um filho sem a figura paterna. O cineasta arrisca no óbvio recheando-o com o extravagante – beirando até o bizarro – e, acertando como sempre, deixa a estas espectadoras e a todos os outros a pergunta simples, porém paradoxalmente complexa: do que o amor materno é capaz?

O jornalista crítico de cinema Ruy Gardnier, em crítica a “Tudo Sobre Minha Mãe”, definiu o filme como “um universo mítico onde o feminino vence, onde não se trata mais de tolerância burguesa, e sim de total aceitação materna.” O renomado cineasta Pedro Almodóvar lançou em 1999 este longa-metragem acentuando algumas de suas mais fortes e conhecidas características: transformar o comum em espetacular, e abordar o universo feminino. Com esta receita, o filme levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A história apresenta-se comum, porém toma rumos inesperados, interessantes e então muito incomuns no decorrer da história. Manuela (interpretada pela atriz Cecília Roth, de Kamchatka) é uma mulher de vida espantosa e sofrida. Fugiu grávida de Barcelona para se afastar do marido controlador e teve seu filho em Madri, criando-o sozinha. Nunca havia revelado a identidade do pai, que se transformou na travesti Lola, personagem singular interpretado por Toni Canto – que só dá as caras no final do longa. Quando Estebán (o iniciante Eloy Azorín) completa 17 anos, no exato dia de seu aniversário, sua mãe o leva para assistir a uma peça de teatro e, numa fatalidade, ao correr atrás do táxi que levava a atriz principal da peça, Huma Rojo (participação especial de Marisa Paredes), para pedir um autógrafo, é atropelado. Após o falecimento de Estebán, que morreu sem nunca ter obtido a resposta da mãe de quem era seu pai, Manuela decide procurar o pai do garoto para contar-lhe sobre a morte do filho. ‘Lola’ não está, e quem aparece é uma mulher portadora do vírus HIV, que está grávida do travesti.

Os diversos personagens que cruzam o caminho de Manuela na procura pelo pai de seu filho em Barcelona dão o toque cômico ao filme, como a velha amiga Agrado, um outro transformista, denotando o gosto de Pedro Almodóvar pelo excêntrico e pelo que choca a sociedade, como a homossexualidade e o preconceito. Nesta engraçada personagem, Almodóvar apresenta mais traços do universo feminino com um homem fazendo papel de mulher.

A transição para a tragicomédia começa a partir do encontro de Manuela com mais uma mulher: uma freira (marcada pela beleza da atriz Penélope Cruz), Rosa, prestadora de serviços de assistência social a prostitutas e travestis e que – surpresa, mulheres: isto é Almodóvar! – está grávida de Lola. Com a devoção religiosa nunca bem aceita pela família, e agora com uma inusitada gravidez que claramente contrasta com a vocação escolhida, Rosa pede ajuda a Manuela, que a acolhe com muita compaixão. Em mais uma alusão clara à maternidade e aos problemas estritamente femininos, Rosa morre no parto vítima das complicações da AIDS – contraída na relação com Lola.

A situação bizarra em que Manuela se envolve põe à prova a força feminina, através da extrema sensibilidade do gênio cineasta, somada às excêntricas situações que caminham durante o filme. O afeto e a agonia congelam as mulheres que acompanham a história, discorrendo sobre até onde podem ir os laços de sangue, acompanhando Manuela em sua decisão do que fazer com a criança órfã que acaba de nascer, e como lidar com a morte do próprio filho e aceitá-la.

As personagens que transitam pelo filme dão apoio às ações de Manuela, que se fortalece com a história de cada um, suas necessidades, carências e virtudes – como o detalhe de participar de uma peça como atriz substituta, a convite de Huma Rojo, realizando uma vontade sua, ou tendo que decidir o que fazer com o filho de Rosa e Lola. Ela se depara com a história de vida deles que ora se contrapõe ora se parece à sua, pois ela é uma mulher que por 17 anos criou seu filho sozinha – ser mãe, ainda mais solteira, não é uma tarefa simples ¬– e vê Rosa grávida, sem o apoio da família e sem o pai da criança.

E agora Manuela carrega na mala em sua procura pelo ex-marido a maior dor materna: a perda de um filho, seu único, numa brilhante homenagem à relação mãe e filho, simbolizada no ponto mais frágil: a morte, que contrariou a lei da natureza de que os pais partem antes dos herdeiros. Ela passa por situações que mostram que mesmo com o rebento falecido, o amor materno nunca morre: Manuela, revelando a maturidade muito mais aprendida do que naturalmente obtida, opta por criar o filho de Rosa, batizando-o também de Estebán, provando que o amor de mãe é capaz de abstrair certos acontecimentos e ajudar a construir uma nova vida. Percebe-se como Almodóvar, como homem, consegue captar com tanta profundidade a sensibilidade feminina, abordando o tema do amor materno sem parecer banal ou falso, transformando o clichê no original, e o bizarro no aceitável e por fim, interessante.

Uma viagem a Rosário, o berço da bandeira argentina

Localizada a 295 quilômetros de Buenos Aires, Rosário é a segunda cidade mais importante de toda a Argentina, e fica na província de Santa Fé. É a cidade onde nasceu, em 1928, Ernesto Che Guevara, e onde foi içada pela primeira vez a bandeira da Argentina. Conta com monumentos exuberantes, passeio à beira do rio, shoppings modernos e uma agitada vida noturna – a melhor opção de viagem para quem quer conhecer a cidade que mais cresceu na Argentina no segmento do turismo.

Para aproveitar ao máximo sua viagem, saiba os pontos altos da cidade – tanto os turísticos quanto os noturnos –, descubra que Argentina não é só Buenos Aires e Bariloche, e veja a melhor forma de ir e vir até o berço da bandeira do país.

Transporte

A melhor opção para chegar a Rosário é ir de São Paulo até Buenos Aires e lá pegar um ônibus de viagem. Existem vôos diretos de São Paulo para Rosário, no entanto a passagem é mais cara. O preço médio da passagem do ônibus é de 35 pesos, o que equivale a R$20, em média.

Para chegar do aeroporto de Ezeíza à rodoviária, é melhor ir de táxi. Os rádio-táxis são ainda mais confiáveis. Na Argentina, o transporte é muito barato quando comparado ao Brasil, e os táxis, devido à sua comodidade, são sem dúvida a melhor alternativa para turistas. É interessante chegar com algum tempo de antecedência, para calmamente localizar a plataforma de embarque e comer alguma coisa. Alimente-se, pois serão 5 horas de viagem.

Em Rosário não faltam opções de hotéis com pacotes especiais de 3 a 4 dias, com sofisticação e requinte das grandes cadeias de hotéis mundiais, a maioria deles próximos ao centro da cidade e com diversos serviços disponíveis que facilitam a visita e a estadia na cidade. Procure informar-se e fazer sua reserva com antecedência; uma boa dica é procurar os hotéis que ficam de frente para o Rio Paraná – a vista é inesquecível.

A chegada a Rosário surpreende pela calmaria da cidade. Excetuando-se Buenos Aires, todo o resto da Argentina tem um ar interiorano. Não há prédios nem a bagunça da Buenos Aires que nunca dorme. À noite a sensação de cidade vazia é maior, mas não desanime, esta cidadezinha de 1.192.000 pessoas promete passeios memoráveis.

Rosário à luz do dia

Quando o dia amanhece, a pequena cidade do interior argentino revela uma beleza inesperada. Numa tarde de sábado, não deixe de caminhar às margens do Rio Paraná. Aos finais de semana, muitas pessoas aproveitam-se deste espaço par lazer; o sol outonal, em conjunto com o Rio, forma uma paisagem admirável.

Neste local você conta com uma série de bares onde famílias e grupos de amigos se reúnem. Uma boa pedida nestes bares é o carlito, um lanche de massa e extremamente recheado com a famosa carne argentina, muito bem temperada com especiarias locais; para beber, não dispense a limonada, que é muito boa e barata.

Rosário é uma cidade pequena, mas que possui inúmeros pontos turísticos a serem visitados. Lugares que são somente uma paisagem bonita para fotografar, lugares com uma história marcante, lugares interessantes, enfim, aproveite tudo que for possível e procure acordar cedo – o dia passa rápido e não há tempo para visitar tudo.

O Monumento Nacional à Bandeira está localizado às margens do Rio Paraná, e foi o primeiro lugar onde a bandeira argentina foi içada. Sua arquitetura simboliza um navio que viaja rumo ao futuro. Aos domingos, como no Brasil, missas são realizadas no monumento. É impossível que, mesmo as pessoas menos religiosas, não se encantem com o clima de paz e harmonia que domina o local, ou mesmo com a estonteante e paisagística beleza.

Próximo ao monumento está El Pasaje Juramento, um conjunto escultural composto por obras de Lola Mora. Juntos, formam o pólo histórico de Rosário. Mais à frente, um lugar também típico brasileiro: uma feirinha de artesanato. Trabalhos manuais, recordações da cidade, objetos originalmente argentinos. Vale a pena apreciar e trazê-los como uma forma de complementar o que, com certeza, ficará para sempre na lembrança.

Visite o shopping rosarino. Até em um lugar ‘comum’, um passeio normal, as coisas são novidades, são vistas com surpresa e entusiasmo. Cumpra seu papel de mulher e vá ao Portal Rosário Shopping – é o reflexo de uma nova cultura, uma nova moda, um outro modo de vida que contrasta com o ar interiorano da cidade. Dentro do shopping, há um supermercado onde estão todos os tipos de vinho de diversos preços, para todos os gostos. O vinho é uma boa pedida de presente – um de boa qualidade custa em torno de 16 pesos, apenas.

Aproveite o fim de tarde em Rosário em algum bar na beira da praia. Porém a água é de degelo, por isso está sempre numa temperatura baixíssima para os costumes brasileiros de banhar-se. Propício para novas amizades, os rosarinos se reúnem para programar o que farão à noite nestes bares. Aos domingos, normalmente, o lugar escolhido é mais calmo comparado às casas noturnas, afinal, segunda-feira é mundialmente dia de estudar e trabalhar.

Nada melhor do que um jantar seguido de uma banda. Alguns estabelecimentos oferecem um cardápio pré-determinado, em que os pratos variam entre carne e frango, apresentam diversos molhos e incluem uma garrafa de vinho para cada duas pessoas. O preço médio é de 30 pesos por pessoa, incluindo comida, bebida e sobremesa. Este jantar requintado é uma boa pedida para quem quer relaxar ou curtir a dois. Terminado o jantar, as mesas são retiradas e entra uma banda somente com os músicos ¬– o espaço é aberto para quem quiser subir no palco e cantar. Depois da banda, entra o DJ para encerrar a noite. Normalmente, termina por volta das duas da madrugada. Nas noites mais propícias a estenderem-se, como às sextas-feiras e aos sábados, não se volta ao hotel antes das 6h da manhã.

A noite em Rosário

Na noite em Rosário, o costume dos rosarinos é ir a um bar relativamente cedo, por volta das 11 da noite, e beber vinho, sempre. A tradição do vinho argentino é conhecida no mundo todo e lá, além da qualidade inquestionável, é muito barato e vendido em qualquer lugar. Depois de conhecer o vinho e também a cerveja rosarina, por volta das duas da manhã é hora de encaminhar-se a um ‘boliche’ – é assim que eles chamam lá as casas noturnas, e é a esta hora que a noite começa de verdade.

As casas cobram em média 10 pesos de entrada, e em algumas você ganha uma cerveja, que por sinal é de um litro. A música predominante da maioria das casas noturnas de lá é a cumbia, um ritmo argentino que lembra um pouco o forró brasileiro, com uma batida dançante. Se tiver intimidade, dance a cumbia com algum rosarino – eles adoram e você ainda vai se divertir bastante. Em Rosário, brasileiros e principalmente brasileiras chamam muita atenção, e são sempre muito bem recebidos.

Retornando

Depois de dias de turismo e cultura, é chegada a hora de voltar. Atente-se ao horário, pois a viagem é longa e pode haver congestionamento. É preciso voltar a Buenos Aires, para de lá, seguir ao Brasil. A viagem de Rosário a Buenos Aires é tranqüila. O que dificulta é o trajeto da rodoviária ao aeroporto, porque este fica isolado do centro da cidade. Com o trânsito típico das metrópoles de uma segunda-feira, o caminho dura cerca de 40 minutos e se gasta de 50 a 60 pesos com o táxi. Atente também para o pagamento da taxa de embarque, no valor de US$18. Ao chegar dirija-se ao check-in para efetuar o pagamento da taxa. É comum que os vôos atrasem, em média, uma ou duas horas. Mas isso não será problema. O aeroporto de Buenos Aires tem free shop com muitas opções de perfumes e maquiagens importados para as mulheres, além de muitos outros produtos, e sala para fumantes.

Com seu ar interiorano e calmaria contrastante com Buenos Aires, Rosário conta com monumentos enormes, muito bonitos e interessantes para quem busca cultura e, para quem busca diversão, conta com uma vida noturna escondida à primeira vista, que só se revela surpreendentemente agitada pela madrugada. Rosário é, sem dúvida, uma cidade completa.

Tempos modernos: a importância do estímulo à leitura infantil


O hábito da leitura traz inúmeros benefícios. Ler é descobrir: aprende-se com o que se lê, se enriquece o vocabulário, escreve-se melhor. Exercita-se o cérebro, trabalhando a inteligência, a memória, o conhecimento da linguagem, a capacidade de compreensão. Porém, atualmente, a vida contemporânea das famílias tem contribuído para o esquecimento do hábito da leitura, principalmente para as crianças.


A leitura tem se tornado mais rara. A modernidade trouxe a massificação da Internet – livros, jornais e revistas impressas têm perdido espaço para a leitura cômoda e rápida a um clique de distância. Hoje, uma criança de 9 anos prefere navegar em sites de relacionamento a ler um livro ou uma revista, mesmo as direcionadas à sua idade. Atentos a estes contratempos, os pais devem buscar usar a Internet como mais um meio de ensino, e não um desestímulo ou substitutivo. Tanto como prazer quanto como aprendizado, a leitura deve ser incentivada nos primeiros sinais de alfabetização – de 4 a 6 anos.


O estímulo aos filhos

Existem diversas formas de incentivo. Os pais podem estimular o interesse dos filhos começando por atos simples – ler histórias aos que estão traçando as primeiras voltas do lápis incita a curiosidade de aprender e de ler sozinho. Outra forma de fazer com que a criança se interesse são os livros didáticos próprios para esta fase, que trazem muitas figuras e textos curtos. O amadurecimento da alfabetização só aparece com a exposição gradativa aos estímulos da leitura, ajudando o cérebro a se desenvolver.


O ideal aos pequenos é que recebam livros e revistas que possam ser manuseados – a Internet não é didática como páginas em papel, ela não permite o toque, não dá liberdade para que a criança caminhe pela casa ou pela escola com sua leitura em mãos, quando ela busca esclarecer dúvidas ou apenas exibir sua mais nova conquista, a compreensão da palavra escrita. Embora um computador tenha diversos recursos de interatividade, o contato manual é mais pertinente à realidade dos petizes no momento, a do aprendizado inicial sem grandes dificuldades, e não deve ser substituído.


O comodismo da Internet

Mesmo uma criança que leia com fluência, já na fase de interessar-se factualmente pelo que lê – dos 9 aos 13 anos –, com a gama de possibilidades da Internet de trazer qualquer texto à vista em segundos, pode perder aos poucos o hábito de ler, afinal uma tela de computador torna a leitura cansativa aos olhos e prejudicial à coluna, mesmo de um livro infantil curto. Cabe aos pais abrir mão de um pouco da praticidade moderna e levar os filhos a bibliotecas e livrarias, e presenteá-los com livros. Quanto mais o tempo passa, mais difícil se torna fazer da leitura um hábito, pois o cérebro se torna ‘preguiçoso’.


A escola também deve ensinar a gostar de ler. É no período de início escolar que as crianças aprendem efetivamente a ler e a gostar do exercício. Hoje, poucas instituições de ensino adotam a rotina da leitura. A maioria dos adolescentes considera desnecessário ler além daquilo que lhes é ensinado por meio de apostilas e explicações. Isto se deve à falta de estímulo durante a infância, tanto pelos pais quanto pela escola.


Contrariedades

Outros problemas são enfrentados na tentativa de tornar hábito a leitura infantil. Apesar dos incentivos fiscais, as editoras ainda mantêm os livros caros; há a falta de estímulo do Governo, a banalização da cultura no mundo moderno, a leitura como atividade da elite; a ampla gama de títulos dificulta a seleção, por falta de informação; a precocidade da criança que, aos 10 anos, se julga um pré-adolescente que prefere sair a ler um livro; o trabalho infantil nas regiões mais pobres, onde as crianças não têm acesso a livros nem a nenhuma tecnologia; entre outros.


Ler é instrumento de estudo e de trabalho. De suma importância, o hábito faz a diferença e deve começar na infância. Quem não tem o costume de ler, não adquire conhecimento, não desenvolve seu senso crítico e não evolui socialmente. Compete aos pais de hoje incentivar suas crianças ao hábito de ler, para que cresçam adotando a leitura como atividade essencial.




para Editora OnLine, em 25/03/2009

11.5.08

RECESSO

Este blog está em recesso por conta do volume de trabalhos da faculdade (VULGO 'TCC' - que dura um longo ano inteiro), então para não escrever blablablabla aqui, prefiro não escrever nada até concluir o TCC (que logo acaba, thanx God!) e ter tempo relativamente livre pra postar um texto bom.

Posto até trechos do meu querido Trabalho de Conclusão de Curso (que no Mackenzie foi batizado de TGI - Trabalho de Graduação Interdisciplinar) mas, por enquanto, impossível aparecer por aqui com qualidade.


VOLTO EM BREVE!

12.7.07

Obrigado Por Escolher

por Lisbeth Assis
Dirigido e escrito pelo estreante Jason Reitman e estrelado por Aaron Eckhart, Obrigado Por Fumar (Thank You For Smoking, 2005) conta a história de um lobista incumbido de convencer as pessoas de que fumar não é prejudicial. Tarefa quase impossível - pintar uma boa imagem da semente cancerígena formatada em bastões, desconectá-la do vínculo com a idéia imediata da degradação.

O termo lobby significa representar os interesses de uma entidade e influenciar outras – esse tipo de “porta-voz” é uma profissão legal nos Estados Unidos, embora malvista. Mas Nick Naylor (Aaron) precisa trabalhar: lutando contra os antitabagistas para vender seu produto, baseia-se na teoria da liberdade de escolha, dizendo que todo mundo sabe que cigarro mata, mas só fuma quem quer. De fato. E quem quer, não gostaria de ver estampado em seu maço uma caveira, como planeja instituir nas embalagens de cigarro o senador Ortolan Finistirre (William H. Macy).

No entanto, a teoria da liberdade de escolha não é o bastante para Naylor. O lobista chega a recorrer a meios baixos para persuasão - quer reimplantar os cigarros no cinema, antigamente vistos como charme das pin-ups e suas piteiras nos longas à la Monroe; paga uma quantia exacerbante para que o “Homem do Marlboro”, Lorne Lutch, pare de reclamar na mídia por ter desenvolvido câncer, entre outras artimanhas. É o dom da palavra, é o poder do convencimento, é a influência descarada. É a fragilidade da sociedade dominada pelo consumismo que o capitalismo traz.

Intercalando drama e comédia, o grande questionamento do filme é se existe realmente a liberdade de escolha. Partindo da premissa sincera, ingênua ou irônica de que é possível escolher, Jason Reitman dubiamente mostra em seu roteiro, adaptado do livro de Christopher Buckley, que podemos sim escolher o que quisermos, mas dentre as opções a nós apresentadas. Complicado.

10.7.07

OUTDOORS

por Lisbeth Assis


Notícia publicada no site Última Instância, da UOL, em 26 de setembro de 2006.


“Câmara aprova proibição de outdoors em SP a partir de 2007
(João Novaes)

Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, em segunda
votação, nesta terça-feira (26/09), o Projeto de Lei 379/06, de autoria do
prefeitura, que proíbe a publicidade externa na capital paulista. O projeto,
denominado Cidade Limpa, foi aprovado por 45 votos favor e 1 contra — do
vereador Dalton Silvano (PSDB), ligado ao ramo de publicidade.


Na prática, com a aprovação da lei, a partir de 2007, fica proibido
qualquer tipo de publicidade externa na cidade. Outdoors, placas, painéis,
pinturas em muros, entre outros meios, estão todos proibidos a partir do dia 1º
de janeiro de 2007.


Também ficam vetados pelo projeto, por exemplo, anúncios em táxis,
ônibus, bicicletas, trailers e até mesmo aeronaves, incluindo os chamativos
dirigíveis. (...)"




A proibição de publicidade externa gera duas vertentes distintas. A primeira é a de que, de fato, a cidade de São Paulo carece de uma “limpeza” na parte visual. A segunda é a de que a proibição dos outdoors e outras propagandas do gênero dificultaria o trabalho dos publicitários e divulgação das empresas de seus produtos.

A quantidade de outdoors expostos em praticamente todas as vias da metrópole polui significativamente o visual, junto com os painéis eletrônicos, os muros pintados em massa nas épocas de campanha política, cartazes colados para divulgação de eventos, entre outros tipos. Alguns conteúdos de outdoors chegam até a causar acidentes de trânsito, por desfocarem a atenção do motorista do tráfego. E os cartazes, chamados de lambe-lambe, muitas vezes descolam, sujando as vias públicas, ou são levados pela correnteza da chuva, entupindo bueiros e bocas-de-lobo, agravando o problema das enchentes.

Por outro lado, uma das maiores colaboradoras da divulgação de produtos é sem dúvida a propaganda externa. Os cidadãos paulistanos estão a maior parte do tempo fora de casa; passam também boa parcela do dia no trânsito, razão pela qual existem tantos outdoors nas vias de maior circulação. Com a lei aprovada, os publicitários assistem enfraquecer uma parte muito significativa do poder da mensagem publicitária.

A grande questão da nova lei é amenizar a poluição visual. O bombardeamento de propaganda externa acaba não só poluindo visualmente a cidade, como também levando à não-absorção das informações, pois por ser em quantidade exagerada elas se homogeneízam, não se diferenciam, perdendo o objetivo dos publicitários: divulgar determinado produto. O exagero acaba muitas vezes escondendo o produto, no meio de tantos outros, e não o destacando: a massificação da informação tira a capacidade do indivíduo de absorvê-la.

De fato São Paulo precisa de uma melhora no aspecto visual; a quantidade enorme de propagandas polui seu meio-ambiente, que já carrega um estado bem precário, denunciando o terceiro mundo. O projeto Cidade Limpa veio a calhar; ajudará a cidade na busca por uma face mais “limpa”.

Mas dentre a dicotomia da limpeza no visual da cidade e a dificuldade dos publicitários na busca por novos meios de divulgação da propaganda - o que aparenta ser fútil ou supérfluo, há também um ponto à parte: existem muitos outros problemas mais graves na cidade de São Paulo a serem analisados e tomados como prioridade do que a poluição visual.



[em 30 de setembro de 2006]

O crime que abalou a São Paulo dos anos 30

O Castelinho da Rua Apa carrega um segredo há quase 70 anos: quem matou a família Guimarães dos Reis?

por Lisbeth Assis


A alta sociedade de São Paulo foi abalada por um crime até hoje não solucionado. Em 12 de maio de 1937, o Castelinho da Rua Apa, como ficou conhecido o castelo situado no cruzamento da Apa com a avenida São João, no bairro da Santa Cecília - Centro, tornava-se palco de um dos acontecimentos que ocupou por dias as manchetes dos jornais da época: o assassinato da rica e tradicional família Guimarães dos Reis.

Após a morte do patriarca, Vicente César dos Reis, que trouxe da França a idéia da arquitetura do castelo, Álvaro, o irmão mais velho, assumiu os negócios do pai. Advogado, de 45 anos, gostava de praticar esportes, freqüentar festas e flertava com muitas mulheres. O típico boêmio, na volta de uma viagem à Europa, veio com a idéia de transformar o Cine Broadway, conhecido patrimônio da família, em um rinque de patinação. Descontente com a sugestão, Armando, irmão mais novo de Álvaro, também advogado de 43 anos, mais recatado e discreto, tentou por diversas vezes impedi-lo. Para Armando, a mudança poderia trazer prejuízos financeiros à família.

Supostamente, este teria sido o motivo que desencadeou o crime numa noite em que, além dos dois irmãos, o corpo da mãe de ambos, uma senhora de 73 anos dedicada à prática religiosa, também foi encontrado.

Há varias versões para o caso e uma pergunta que nunca foi respondida com clareza: teria sido um duplo homicídio seguido de suicídio ou um triplo homicídio? Segundo a versão da polícia, Álvaro teria sido o autor do crime, pois a pistola estava registrada em seu nome; matou o irmão durante uma briga num momento de descontrole e ira, matou a mãe, que possivelmente quis apartar a discussão e, em seguida, suicidou-se.


Controvérsias

As evidências levam a outras possibilidades. Projéteis de uma arma de calibre diferente no corpo de Maria Cândida Guimarães dos Reis, a mãe, reforçam a hipótese de haver uma quarta pessoa na casa no dia do crime. A arma foi encontrada próxima à mão direita de Álvaro, que era canhoto. E o fato mais curioso é o de que o irmão apontado como autor do crime foi encontrado morto com dois tiros, inviabilizando a afirmação concreta de que houve um suicídio. A polícia, entretanto, nunca investigou estas hipóteses e deu o caso como encerrado, apontando realmente Álvaro como o assassino.

Pelo fato da família não ter deixado herdeiros, o Castelinho tornou-se pertencente ao governo e encontra-se hoje em um estado deplorável, necessitando de uma reforma urgente. Parte dos telhados e das paredes já ruíram e corre o risco de desmoronar.

Atualmente, com autorização federal, o imóvel é ocupado pela entidade assistencial Clube de Mães do Brasil, cuja proposta é transformá-lo em um centro de convivências educacionais para crianças carentes e idosos, com atividades que proponham a inclusão social. Mas para que isso se concretize, visto que o Clube de Mães não possui recursos financeiros para tal, faz-se necessária uma reestruturação na construção para poder ser usado com os objetivos sociais alvitrados pelo projeto.

Em razão do mistério sobre o caso do Castelinho da rua Apa, diversas lendas e contos urbanos foram criados. Mesmo que este tenha sido por muitos anos habitado por moradores de rua, tendo se transformado num cortiço temporário, quem por lá passava dizia ver e ouvir coisas no local: vozes, gritos, conversas e a resposta questionável à questão lançada deram ao castelinho a fama de mal assombrado. O enigma continua e este talvez seja um crime que nunca será desvendado.




“Eu era menina quando aconteceu, mas lembro. Lembro da minha mãe conversando com minha avó, que estava um entra-e-sai no castelinho da esquina, porque tinham matado ‘os ricos’. Me assustei e não queria mais passar ali, com medo de que fizessem algo para mim também, porque não sabiam quem tinha matado a família”
Maria Thereza Trotta, 82, antiga moradora do bairro da Santa Cecília


“Ah, dizem que os móveis se arrastavam, que tem fantasma até hoje, barulhos. Mas eu nunca ouvi nada não, nem mendigo não tem mais lá. Isso é lenda que o povo conta para assustar”
“Mas e se a gente levar o senhor lá dentro, só pra confirmar que não tem nada?”
“Ah... daí não”

Antônio Pedro Rocha, 55, trabalhou como pedreiro numa residência próxima ao Castelinho por 4 meses e passava em frente duas vezes por dia


“De onde eu trabalho, dá pra ver o castelinho da janela. Mas eu nunca olho, tenho medo. Ainda mais de madrugada... só não conta pra ninguém porque eu sou vigia e pode sujar pra mim se meu patrão ler isso”
Mariano, 42, vigia


“De vez em quando vêm umas pessoas e ficam aí, deve ser do Clube das Mães (aponta para o outdoor com a identificação do clube). Mas é muito raro. Tinha uma época que estava tendo teatro, aí tinha mais movimento, era menos assustador. Até simpático. Era uma coisa boa pra se fazer aí, pena que acabou”
Adelina Fidélis, 60, moradora do bairro da Santa Cecília desde 1965



[matéria realizada em 12 de novembro de 2006]

A CASA ONDE ELAS PODEM DIZER NÃO

A balada Love Story, famosa pelo público que vai de patricinha a prostituta, dá a oportunidade a esta última de escolher o cliente – se quiser trabalhar

por Lisbeth Assis


A primeira impressão é a de que é uma balada como as outras. Mas não é: a “casa de todas as casas”, como é conhecida a Love Story, situada à rua Araújo, no centro de São Paulo, é um tanto quanto ousada, excêntrica e muito aconchegante.

O slogan não é à toa, já que lá ocorre uma mescla de estilos. Ao som de música eletrônica, black music e pop rock, patricinhas, prostitutas, playboys, executivos, público jovem, experiente e celebridades se homogeneízam e dançam a noite toda, muitas vezes revelando seus mais contidos instintos. O interessante é que os famosos são tratados como gente comum, mas podem optar por um lugar mais reservado para evitar o possível assédio. A casa possui logo na entrada um mural com matérias noticiando a presença de Malu Mader, Luana Piovani, Luciana Gimenez, o “fenômeno” Ronaldinho e Mike Tyson, entre outros.

João Tiago Freitas, mineiro de 54 anos, mais conhecido como Tio João, é o fundador e dono da Love Story, pioneira no gênero que poderia ser chamado de “misto”. De linguajar juvenil e debochado, e despejando um bocado de palavras inadequadas, Tio João conta que o destino dele sempre foi trabalhar na noite, e que buscou um aspecto diferencial: não ter nenhum atrativo específico por noite. “Aqui a gente não chama ator ou atriz pra fazer show, nem banda, nem DJ famoso. É só música a noite toda, todos os dias. Esse é o segredo de 15 anos de Love Story”, revela. Mas é claro que as garotas de programa dão um toque a mais, assim como o público GLS, que se mistura ao público heterossexual. “E todos são sempre muito bem-vindos. Lésbica, gay, prostituta, travesti, tem de tudo aqui!”, enfatiza orgulhoso.

Brigas entre casais acontecem frequentemente. A maioria é por ciúme, pela presença das prostitutas e pelas outras mulheres, confundidas com as profissionais do sexo. Por conta do clima sensual, da característica de balada erótica e do assédio que rola, um dos parceiros pode não saber lidar com a situação, vendo seu companheiro se insinuando ou dançando com outra pessoa, e querer ir embora mais cedo. O fato é que nem todos os casais sabem até onde vai seu limite de “casal liberal”.

A Love Story é um lugar onde todos se sentem muito à vontade – dentro dos limites – fazendo valer o slogan da casa. Prostitutas que lá freqüentam não são obrigadas a sair com o primeiro que abordá-las, podendo escolher aquele que mais lhes interessar, pois não mantêm nenhum contrato com a casa. Paradoxalmente, mulheres comuns não-raro vão à Love, como é intimamente chamada pelos freqüentadores, para terem sua noite de garota de programa e serem tratadas como tal pelo público masculino.

Mas muitas vão lá apenas para se divertir, e não gostam tanto do assédio. Camila Pastor, economista de 22 anos, freqüentadora assídua, diz que “o som de lá é incomparável e não existe melhor eletrônico em São Paulo. Porém o que eu não gosto muito na casa é que muitas vezes os caras não respeitam e te tratam como uma vagabunda qualquer”.

R. R. S., de 29 anos, contraria um pouco o depoimento feminino: “Eu vinha com meus amigos para tomar um drink e as meninas chegavam todas assanhadas em cima da gente, eu é que não ia deixar passar”, confidencia, poupando seu nome, pois se casa no próximo dia 21. Tio João não condena o comportamento masculino. “Se você veio até aqui, já sabe o que vai acontecer. Se não está a fim de tomar uma passada de mão na bunda, vai pra Igreja então”, esbraveja.

E mesmo com o que pode parecer uma total falta de limite tanto dos freqüentadores quanto dos organizadores, o comportamento não é tão promíscuo lá dentro. Protagonizar cenas de sexo é extremamente proibido, assim como o consumo de drogas. “Se os seguranças pegarem um casal, dão um aviso sutil, mas na próxima vai pra fora. Pode se liberar, dançar, subir no palco pra se exibir, quando você é aquela garota que é uma prostituta enrustida (risos). E droga, não vou ser hipócrita, eu sei que rola, em qualquer lugar rola, não seria aqui que não teria. Mas quando o segurança vê a menina no banheiro com aquela peteca (gíria usada para designar a cocaína), na hora ela é repreendida, pois isso não é permitido aqui dentro. Liberdade sim, sacanagem não”, explica o dono convicto, que para isso investe pesado na equipe de segurança.

De segunda a sábado, a casa abre à 1h, mas seu horário de pico é por volta das 5h - e se estende até 9h, podendo, às vezes, chegar ao meio-dia. Horário incomum, mas favorável, pois destaca a casa das demais: quem sai de outra balada e ainda não quer voltar para casa, ou mesmo aquele empresário que engana a esposa dizendo que vai ter que chegar mais cedo ao trabalho, passa lá em busca de diversão e descontração num ambiente em que ninguém é de ninguém, até a hora do café da manhã.


[matéria realizada em 17 de outubro de 2006]

Camisinha antes já resolveria

por Lisbeth Assis - em 1 de novembro de 2006


Muitas mulheres solteiras se tornam mães em meados de novembro - são os chamados “filhos do Carnaval”.

Aparentemente nesta época do ano, as pessoas estão mais propícias a relacionamentos curtos, ou o “sexo sem compromisso”. Partindo desta premissa, vê-se muita propaganda e divulgação do uso da camisinha. É claro que o preservativo deve ser usado o ano todo, mas essa idéia é sempre reforçada no Carnaval, quando a folia é maior.

Acreditando que estaria ajudando a prevenir a “gravidez de época”, o Governo cogitou a possibilidade de distribuir gratuitamente a famosa “pílula do dia seguinte”, que consiste em impedir a fecundação do óvulo pelo espermatozóide até setenta e duas horas após o coito.

Com isso o Governo fez parecer que a questão é a gravidez indesejada, afinal a pílula do dia seguinte não previne nenhuma doença. O número de gestantes diminuiria, mas o de sexualmente contaminados com certeza aumentaria.

Essa atitude soa como um estímulo - mesmo que sem intenção - ao não-uso da camisinha, pois a maioria das pessoas focaliza a gravidez como resultado da não-prevenção, e não as doenças. Se a camisinha fosse usada antes, não precisaria de contraceptivo de emergência depois.

Se sem a pílula, a população mal faz uso do preservativo, conclui-se que com a facilidade de eliminar uma possível gravidez no dia seguinte, e sem pagar nada por isso – quando o “medicamento” custa em torno de R$20 –, a camisinha ficaria esquecida.


Questão controversa
Por um lado evitaria gravidez indesejada, mas será que a distribuição gratuita de pílulas do dia seguinte – em pleno Carnaval – não representaria uma válvula de escape àqueles que não são tão adeptos à camisinha, e não estimularia os foliões a abrir mão de vez do preservativo e fazer sexo sem prevenção?



AS VERTENTES DA ARTE SESSENTISTA

Centro cultural mostra arte e cultura de quatro décadas atrás

Por Lisbeth Assis - 4 de setembro de 2006


Os anos 60 foram marcados pela direta relação das artes com a política. Duas vertentes se destacavam: de um lado, havia as tendências explicitamente participantes, que foram muitas vezes chamadas de arte engajada ou arte de protesto, pois faziam crítica ao regime militar e propunham até formas de participação política de resistência ao regime; do outro, as tendências mais experimentais que, embora também estivessem ligadas à critica do regime e ao protesto à censura e à repressão da época, o faziam de modo mais indireto, mais ligado às linguagens artísticas do que à linguagem política.

O Centro Universitário Maria Antônia apresenta o curso “Arte e cultura nos anos 60: experimentalismo e participação”, ministrado pelo professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em filosofia Celso Favaretto, na segunda quinzena de setembro. O curso faz parte do ciclo “Fontes da Arte Contemporânea”, que já abordou temas como o expressionismo, a antiga Escola de Nova York e a arte brasileira atual.

Celso Favaretto optou por mostrar a visão artística dos anos 60, suas experiências, ações e propostas que amplificaram a atividade de vanguarda, trazendo novos processos e linguagens a partir da situação sócio-política sessentista. O curso examinará a relação que ocorreu, na ocasião, entre a produção nas artes plásticas, no cinema, na literatura, no teatro, e o contexto social e político brasileiro. “A hipótese é que ocorreu exatamente naquele período uma grande movimentação artística com uma alta experimentação de vanguarda, com muitas inovações e, na maioria dos casos, essa arte de vanguarda e essas inovações também repercutiram na maneira de falar da política na arte ou de propor participação política através da arte”, revela.

Mas qual é a relação do tema ‘anos 60’ com a vanguarda? “Aquele período é conhecido como vanguarda brasileira. Tivemos vanguarda antes no Brasil, mas aquele foi de renovação das artes, em que a produção artística brasileira esteve associada a todas as transformações artísticas do século e, principalmente, das atitudes de vanguarda e das produções de vanguarda detonadas pela ‘pop art’ americana”, explica Favaretto. “Foi um momento, no Brasil, em que todas as tendências artísticas renovadoras do século XX estiveram presentes. Mas foi de máxima intensidade das vanguardas, ou seja, de renovação e proposição do novo”, conclui.

Favaretto apresentará na primeira aula a inovação artística e a modernização cultural nas décadas de 50 e 60, seguindo pela arte e o engajamento político no início dos anos 60. Discorrerá também sobre a vanguarda e fechará o curso com o momento tropicalista da cultura brasileira, em meados de 1967.

O tropicalismo se desenvolveu por meio dos músicos baianos, o Grupo Bahia: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Gal Costa, Nara Leão e Tom Zé, entre outros. “Está no extremo da vertente experimental, é o momento em que se repensa a maneira da arte e da cultura para formular uma idéia de Brasil, o que implicava tanto a crítica próxima do regime militar como a dos conservadorismos que ainda vigoravam na arte e na cultura brasileira”, relata. Segundo o professor, o ponto de partida do tropicalismo é articular o arcaico e o moderno, isto é, submeter os arcaísmos brasileiros culturais, sociais, políticos e artísticos a uma crítica através dos instrumentos mais avançados e mais modernos, inclusive tecnológicos.

Ainda é possível se inscrever. O CEUMA funciona para inscrições de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, à rua Maria Antônia, nº 294, 2º andar, no bairro de Higienópolis. O curso, que vai de 14 a 29 de setembro, custa R$ 150 e a casa trabalha com descontos especiais. Iinformações pelo telefone 3255-7182.


[matéria realizada em 4 de setembro de 2006]

Retomando o blog!

Tinha esquecido o login e a senha do meu blog... eis que hoje consegui acessá-lo, hehehe! Revivendo meu blog!

Tava dando uma olhada, algumas coisas mudaram... Coisas simples, agora eu já tenho 21 anos e já estou entrando pro 7º semestre - vulgo 4º ano.

Porém continuo aí na busca pelo "estágio dos sonhos", que vai levar ao "emprego dos sonhos".. hahaha. Sem comentários...

Mas é isso aí, vamo que vamo, revivendo o blog!

10.11.06

Preconceito - a sutil manipulação da sociedade

Quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

Preconceito. A própria palavra diz tudo: um conceito que você faz antes de experimentar, de conhecer, de saber. Mas podemos identificar a linha que o separa do gosto próprio? Até onde vai a sua opinião e aonde começa a imposição da sociedade?
"Se eu tivesse nascido no alto de uma torre e ficasse lá até os 19 anos, quando eu descesse e o primeiro cara que me aparecesse fosse um gordinho, não teria preconceitos". Thabata Marques Oliveira, 19 anos, estudante de jornalismo do Mackenzie, responde à entrevista que fala da discriminação e mostra como as pessoas são facilmente moldadas em suas opiniões, se contradizem e caem mesmo sem querer na ditadura da sociedade e seus padrões, encontrando dificuldades para se libertar do que já foi imposto.

por Lisbeth Assis


LISBETH – Universidade Presbiteriana Mackenzie. Você acha que por ser uma universidade presbiteriana, com conceitos religiosos mais rígidos que o usual, há algum tipo de preconceito?
THABATA – Não só aqui, mas acho que o preconceito está em toda sociedade.


L – Você se considera uma pessoa preconceituosa?
T – Um pouco...

L – Com o que, por exemplo?
T – Ah, é aquela história, principalmente nessa idade, com aquele cara mais gordinho, com o garoto que é feio. Coisas assim.

L – Mas isso é preconceito ou gosto pessoal?
T – Eu acho que é o preconceito que a sociedade te ensina a ter, eu tento contornar para não misturar com meu gosto e às vezes consigo. Por que a mulher ideal tem que ser a com corpo violão e não a gordinha? Acho que esse é o problema, o padrão imposto pela sociedade, que acaba gerando um preconceito, mas os meus são normais, como de todo mundo que foi criado e vive nesse mundo.

L – O que seriam coisas normais pra você?
T – É aquilo que você já está acostumado a viver, com uma sociedade cheia de padrões pré- definidos e imposições que quando você nasce já estão lá para você seguir.

L – Se você acha que é imposto, por que então concordar com algo que você discorda?
T – Você acaba se moldando aos parâmetros da sociedade, algumas coisas você discorda. É o que eu falei, por que a gordinha não pode ser a mulher ideal?

L – Mas você fala isso porque não é uma gordinha não é? Se você tivesse 40 quilos a mais você usaria uma saia do tamanho dessa que está usando agora (uma saia bem curta para os "padrões da sociedade")?
T – Não usaria porque tenho bom senso.

L – Na rua você não sente ser observada por olhares críticos em razão ao comprimento da saia?
T – (risos) Não, não crítico, mas sim com ar de elogio.

L - E com idade, você é preconceituosa?
T – Isso é algo que eu posso afirmar com certeza que não tenho preconceito algum, sou totalmente livre disso, não ligo pra idade. Quando tinha de 13 pra 14 anos me relacionava com um cara de 28, não era um grande envolvimento mas nós até tínhamos uma ligação legal.

L – E terminou por que?
T – Ah, várias razões... Uma delas o próprio preconceito da minha família, que não encarou por achar que o cara só buscava sexo comigo ou por eu ser muito nova. Não que eu particularmente achasse que não tinha cabeça pra estar com um cara dessa idade, porque pra mim não tem essa de diferença, muito velho pra mim e blablabla. Às vezes o cara estava comigo não com 28 anos, mas curtindo como um garoto de 14, e eu com ele como uma mulher de 28.

L – Por você teria continuado?
T – Na época eu tinha medo, de me relacionar, mesmo a questão sexual também, era tudo muito novo pra mim. Não que eu achasse ele velho demais, mas ficamos pouco tempo porque minha mãe descobriu e eu não gostava dele o suficiente pra enfrentar a família.

L – E as amigas da época, não achavam errado?
T – Não. Nenhuma amiga minha critica, assim como eu. Tinha uma da mesma idade que eu que também ficava com um cara mais velho, de 26. Já era normal, não dava nem pra contar vantagem do tipo ‘olha, estou com um cara mais velho!’ (risos)

L – Qual a mensagem que você acha que a TV quer passar quando mostra casais de homossexuais ou meninas de 18 anos com homens de 60? Isso aumenta ou diminui o preconceito?
T – Eu acho que ao mesmo tempo que é pra desmistificar, pra acabar com o preconceito tornando a situação comum porque quase toda população assiste novela, pode também prejudicar pois ninguém sabe o que cada um está pensando em casa, como está julgando, o que pode piorar a situação, as pessoas podem continuar com aquela idéia de que gays e lésbicas deveriam ser proibidos de terem suas histórias retratadas num meio de comunicação tão amplo como a TV, ou que as meninas são interesseiras, quando na verdade podem estar com um cara de 60 ou 70 anos simplesmente porque curtiram o cara sem se importar com a idade, se o cara tem dinheiro ou se é bonito ou feio.

L – Você namoraria com um cara de 60 anos então?
T – Se fosse o Richard Gere (ator americano, 55 anos) sim! (risos)

L – Concluindo a nossa entrevista, você acha que por as pessoas serem "moldadas" pela sociedade acabam não tendo opinião própria?
T – Eu tenho opinião própria! É o que eu já disse, quero fugir ao máximo dos moldes, acho que não sou coagida, mesmo que eu tenha preconceito com gordinhos, por exemplo... Se isso é uma imposição da sociedade, o fato de não "aceitar" gordinhos, então acaba coincidindo com meu gosto, mas não que eu seja induzida a isso. Talvez se eu tivesse nascido no alto de uma torre e ficasse lá até os meus 19 anos sem saber o que é um homem, quando eu descesse e o primeiro cara que me aparecesse fosse um gordinho, eu não ia ter preconceitos, eu acho. Nós somos criados pra isso, nascemos num mundo assim. E gosto é uma coisa, preconceito e discriminação é outra. Ninguém pode impor nada a ninguém, não sou obrigada a gostar de nada, mesmo que isso soe como preconceito.


"Aquela tal liberdade militar"

por Lisbeth Assis - domingo, 5 de dezembro de 2004

Pronunciamentos em prol de uma liberdade de expressão a toda hora e em todo lugar. O que seria isso? A mídia quer conquistar essa tal "liberdade" há décadas.

Nos anos 60 existia um objetivo comum: derrubar a ditadura militar. Podemos defini-la como o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil, de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime.

Os jovens pediam o fim daquele regime, reivindicavam a redemocratização do País, queriam o fim do imperialismo, a liberdade de expressão, a revolução sexual, paz e amor e a defesa do patrimônio nacional. E hoje? Qual será o ideal tão almejado por todos?

Fazendo uma viagem pelo tempo, até os anos 60-70, o simples fato de pensar na palavra "liberdade" já era sinal de alerta para os ditadores. As pessoas tentavam, através de canções e poesias, extravasar o seu "subjugado" pensamento; as palavras de protesto sofriam mutações, já que a ação da censura impedia que a população tivesse conhecimento daquilo que realmente acontecia, passando sempre a idéia de uma "paz tranqüila". "Nunca podíamos falar nada sobre a política. Mas no fim não fazia muita diferença, pois a verdade era escondida de nós e tentavam mostrar que sempre estava tudo bem, mesmo quando sabíamos que não estava, que a repressão aumentava cada vez mais", relata Gessi Aparecida Astolfi, 71 anos.

Hoje, com a globalização, a circulação de notícias imediatas através da Internet e o fim da ditadura, temos o direito de nos tornar livres. Mas, mesmo com a liberdade de pensamentos, nem sempre podemos colocá-la em prática. Podemos até falar, mas não podemos fazer tudo que falamos. Nesse caso, temos somente a liberdade de opinião, mas nunca a liberdade de ação.

"Queremos é nos divertir"

por Lisbeth Assis - quarta-feira, 20 de outubro de 2004

Antigamente, a juventude era reservada na atitude sexual. Com a era hippie nos anos 60 e 70, houve uma mudança radical nesse comportamento e o sexo aflorou: romperam-se os tabus, e da castidade chegou-se à promiscuidade. Mais algumas décadas e o que vemos é uma mistura dessas épocas, que varia entre a tradição da família e as opiniões e pensamentos dos próprios jovens sobre o que é certo e o que é errado.

Essa mesclagem vai desde as garotas que sonham com o vestido branco, véu e grinalda compondo o tradicional casamento na igreja, na qual escolhem um único parceiro para o resto da vida, até os garotos que freqüentam os famosos "bailes funk" e não se preocupam com o número de parceiras que varia a cada noite. "O que nós queremos é nos divertir", diz G.T.*, carioca, 21 anos.

Atualmente meninos e meninas têm sua primeira relação sexual muito cedo, por volta de 14 ou 15 anos, e em sua maioria não o fazem com uma pessoa confiável, apenas por curiosidade: não se apegam a valores, não pensam nas conseqüências. "A minha primeira vez foi sem camisinha com um garoto que nunca mais vi", conta C.F.*, paulistana, 17 anos. Isso representa um perigo, pois aumenta a chance de transmissão de doenças e gravidez precoce – a gravidez na adolescência e o sexo de risco são problemas gritantes quando se fala em comportamento sexual jovem –, mesmo que haja hoje muita divulgação e informação sobre prevenção.

O sexo em si continua banalizado. "A maioria dos ideais se foram e isso é notório em baladas, festas, universidades, e em outros ambientes onde há uma maior concentração de adolescentes", afirma Lilian Assis, paulistana, pedagoga de 45 anos. Talvez necessitem de auto-afirmação, querem contradizer o que os pais lhes instruíram para provar para si mesmos – e muitas vezes para os amigos – que nessa idade podem dominar sua sexualidade da forma que acham melhor, sem que isso cause problemas. Eles buscam mostrar que o conceito "careta" sobre sexo da época de suas famílias caiu.
*Os nomes foram preservados a pedido dos entrevistados.

9.11.06

Meu blog

3º ano de faculdade e resolvo criar um blog só agora... hehe

É que na verdade sempre pensei em juntar algumas coisas que eu fiz no curso e colocar em algum lugar, mas estranhamente nunca tinha me ocorrido a idéia de pôr tudo num blog.
Obrigada ao meu namorado que me deu a sugestão. :)
Tem coisas que eu fiz no primeiro ano, logo que entrei... Matérias, entrevistas, resenhas, vou colocando a data e na ordem; espero que quem acessar isso aqui e ler, que comente, que dê opinião sobre o que e como escrevo.

Okay... mas qual faculdade eu faço? Nem me apresentei!
Lisbeth Terra Assis, 20 anos, prazer.
Estou no terceiro ano de jornalismo no Mackenzie, me formo no meio de 2008.

Daí é ver se faço mais uma outra faculdade, me especializo nessa mesmo, pra que área vou me direcionar. Existem milhões de caminhos. Bom, ainda tenho um ano e meio para resolver.

E nesse tempo vou atualizando meu blog, que aliás, achei muito criativo o "jornalisbeth", ahahah, modéstia à parte...Bom, é isso. Vou ver se começo a postar hoje mesmo. E... quem entrar aqui, não esquece de deixar um comentariozinho, tá?


Lisbeth Assis