24.9.09

Dos tempos de Textília... [1]


Spinexpo versão norte-americana

A 13ª edição da Spinexpo – salão internacional de fios, fibras, malharia circular, retilínea e maquinário têxtil, traz uma novidade aos visitantes. Além da edição Primavera/Verão 2009, que ocorre tradicionalmente em Shangai, na China, de 24 a 26 de fevereiro, a direção da feira anunciou o lançamento da 1ª Spinexpo Nova York/EUA, que acontecerá de 20 a 22 de julho, com os lançamentos para as coleções Outono/Inverno 2010/2011.

19.9.09

Sapatilhas Magia Teen em sintonia com as estrelas de Hollywood






























As sapatilhas vêm com tudo na próxima estação. Baixinhas, confortáveis, bonitas e cheias de estilo, os modelos Magia Teen acompanham a moda das meninas teen mais badaladas, como a estrela de High School Musical, Vanessa Hudgens. Especialmente para as garotas apaixonadas por sapatos, e que se ligam nas tendências, sapatilhas Magia Teen Verão 2010 são o hit da estação!

Básicas mas cheias de estilo

Hudgens e seu modelo branco: febre entre as hollywoodianas

Sapatilhas brancas podem ser muito bem combinadas na composição com acessórios coloridos e bolsas diferentes, ou mesmo com detalhes como laços, tiras, aplique, bolinhas na própria sapatilha ou versões peep toe para fazer a diferença no look. A Magia Teen traz lindos modelos em branco para as meninas antenadas.

Revivendo a moda

Além disso, a coleção traz em seus modelos referências dos anos 70 e 80, quando a o que ditava a moda eram as bolinhas, as cores fortes, pedras, brilho e flores grandes, sem perder o toque ‘teen’. O modelo peep toe continua super em alta neste verão, calçando os pés das meninas com muito charme, e a cartela de cores é bem variada: tons flúor se misturam ao nude, a cores básicas e cores fortes, formando combinações lindas e fashion para o Verão.

Sapatilhas SIMPLS by PUKET Verão 2010 para bebês: lindas e seguras



A PUKET traz para o Verão 2010 sua nova coleção de sapatilhas SIMPLS para bebês. Em diversos modelos e cores, as sapatilhas de meia super macias continuam lindas: o solado emborrachado para os bebês não escorregarem tem o detalhe da sola estampada. Para os pequenos desfilarem com as SIMPLS no calor, a PUKET lança três linhas para a estação.

SIMPLS Baby Dolls

Do 15 ao 19, as novidades em SIMPLS para as pequeninas encantam. Com o solado em forma de flores seguindo o tom da sapatilha, a cartela de cores traz o lilás, rosa, o preto, tons pastéis e a estampa de oncinha, em listrado, poá, e com apliques de laços super femininos.

SIMPLS Baby Funny

Para os meninos, o solado é todo com desenho de bichinhos, e a parte da meia aparece em motivo militar, na opção listrada e bem colorida, ou simulando um tênis, estampado no tecido. Também do 15 ao 19.

SIMPLS Toddler

Também com solado de flor para elas e solado safári para eles, a numeração vai do 20 ao 25 e traz listras, branco e preto, oncinha e lacinhos para as meninas e futebol, estampa militar e estampa de tênis na meia, para os meninos.

Pezinhos de fora no verão: rasteirinhas e anabela também para as pequenas


Elas também querem estar na moda: Kidy apresenta em sua coleção Verão as linhas Modinha e Anabela, para arrasar nos pés das meninas

Rasteirinha

Não só para mulheres, as rasteirinhas estão com tudo neste verão. A Kidy traz para as menininhas o charme da rasteirinha em tamanhos e cores ideais para elas: além do verde e do bege, a linha Kidy Modinha vem em tons metalizados super modernos – lilás, rosa, branco, prata –, solado prateado com estampa de arabescos, tiras que prendem no tornozelo – além da firmeza que a tira no tornozelo traz, é tendência fashion de verão –, a opção que prende no dedo e detalhes de brilho nos lacinhos. A numeração vai do 23 ao 30.

Anabela

A linha Kidy Anabela também traz em seus modelos as cores metalizadas, além do verde, do bege e do rosa pastel. Laços, aplicações em strass, bolinhas, borboletinhas e tiras finas coloridas num mini saltinho super confortável compõem os modelos para as meninas, com numeração do 23 ao 30. A linha também traz a anabela na versão chinelinho e o modelo com calcanhar coberto: o detalhe fashion aparece em versão verão numa ousada mistura de cores e estampas, casando com o tom liso da sandália.

Lucia Figueredo: Peles e poncho para aquecer com luxo e elegância




A grife Lucia Figueredo produziu, para o Inverno 2009, peles e poncho para aguardar com sofisticação a próxima estação.

As peças felpudas são confeccionadas em pele sintética, lisas ou em motivo animal, estampa novamente tendência na moda. Como colete ou casaqueto, as peles vestem as mulheres com charme e estilo.

Já o poncho aparece em moleton branco e golas largas, diferenciando-se do lugar-comum de ponchos normalmente sem gola ou de gola rulê, ou de tecidos mais pesados. A leveza do moleton traz um caimento perfeito e muito feminino.

Lounge L’Officiel: badalado e com inspiração fashion, espaço da revista na SPFW é patrocinado pela Newcolor Etiquetas - 22/06


A São Paulo Fashion Week tem mais uma vez, em sua 27ª edição, o lounge da revista de moda L’Officiel instalado nos corredores da Bienal. No mais importante evento de moda brasileiro, o lounge é patrocinado pela Newcolor, especializada em produzir etiquetas de roupa e tags diferenciadas. A empresa ficou responsável pela confecção dos convites – o material utilizado foi o Crystal Pink, que deu um visual luxuoso para o convite, feito para jornalistas e convidados especiais da L’Officiel.

O lounge, com ambiente fashion, intimista e aconchegante, repetiu o sucesso da última edição, com muita badalação, gente descolada e visitas de celebridades, além de DJ e bartenders preparando drinks para curtir o evento entre um desfile e outro. Segundo Aldine Paiva, editor da revista, o lounge da L’Officiel está “de portas abertas para os amigos da moda, seja jornalista, modelo ou estilista”, neste último dia de São Paulo Fashion Week.

Vai para a academia? Athletic Sports sugere tênis Mercury e Advanced para sua melhor performance



















A marca americana Athletic Sports sugere, para homens e mulheres que gostam de malhar, dois modelos de tênis especiais que oferecem tecnologia de ponta para contribuir com o bem estar, saúde e qualidade de vida de quem gosta de trabalhar o corpo, além de design moderno e confortável.

Mercury, para elas

O modelo feminino, Mercury, foi especialmente desenhado para a mulher que frequenta a academia. De pisada neutra e pronada, a numeração do Mercury vai do 34 ao 39 e está disponível na cor preta – perfeita tanto para a hora de malhar quanto para uma despretensiosa volta no shopping após a malhação.

Mercury tem solado de borracha com menor aderência ao solo, proporcionando maior segurança na atividade física (tecnologia ATH Pro Gripp); placa estabilizadora de TPU que proporciona melhor estabilidade na parte física (ATH Non Torsion); sistema de amortecimento de impacto por meio de camada de gel instalado no solado (Maxigel) e por meio de uma única camada de EVA (ATH Max), que absorve melhor o impacto no corpo evitando dores na região lombar e articulações.

Advanced, para eles

O modelo Advanced foi projetado para o homem que corre e se preocupa com o impacto nos pés. Tem a tecnologia ATH Pro Gripp e ATH Non Torsion, além do sistema de amortecimento por meio de uma cápsula de ar (Oxisys) localizada estrategicamente na região do calcanhar, diminuindo o impacto no solo, também evitando dores na região lombar e articulações. Para diminuição dos desgastes excessivos no calcanhar, o sistema de ângulo de pronação Pronation Sys permite melhor rolamento do pé no toque do solo, neutralizando o impacto do corpo. A numeração é do 37 ao 44 e as combinações de cores são preto, preto/prata, chumbo/prata, prata/preto/azul royal, branco/preto e branco/prata/vermelho (foto). A pisada também é neutra e pronada. O tênis perfeito para o homem moderno que gosta de correr.

PUKET lança meias da linha Kids com luzinha


A PUKET lançou, na sua coleção de Inverno, as meias Kids Light, com luzinhas.

Muito criativas e originais, as meias têm apliques de borboletas, joaninhas, dragões e carrinhos com luzinhas que acendem simulando os olhos dos bichinhos e os faróis dos carros.

A tecnologia da PUKET para as meias com luz é super segura. O adorno onde se encontra a luzinha é uma espécie de bolha de plástico PVC, cheia de ar para dar o efeito ‘fofinho’. A bateria, que é ligada antes de ser colocada no plástico, é encapsulada e o material é soldado em volta, isolando do contato com a criança. Além disso, isola também do contato com a água, por isso pode ser lavada normalmente. A cola especial assegura que a borboletinha não sairá voando na primeira lavagem. A luzinha é ligada quando a bolha é montada e fica acesa até o término da bateria.

Além de muito coloridas e quentinhas, as meias da PUKET Kids com luzinha vão fazer a alegria dos pequenos – para as meninas, meias listradas ou de bolinhas; para os meninos, estampa de fogo ou estilo militar, todas com curiosas e diferentes luzinhas para acompanhar a energia das crianças.

Jaquetas Tip Top unem tendências da moda à praticidade













A Tip Top lançou em sua coleção Inverno 2009 jaquetas de estilos variados para as crianças desfilarem super quentinhas por aí.

As jaquetas são estilosas e vão deixar os pequenos na moda, bonitos e o mais importante: aquecidos, para enfrentar os rigorosos dias de frio que estão chegando. Unindo as tendências fashion à praticidade, são abertas na frente, facilitando o uso, e podem ser usadas por cima de todas as roupas. Além disso, são super confortáveis, para deixar as crianças à vontade nas brincadeiras.

Para as meninas, as jaquetas ‘esquimó’ vêm com pelo sintético nos punhos, no bolso e na gola, bem quentes para os dias gelados. As cores seguem a tendência invernal, em marrom e rosa-pastel. Outro modelo são as jaquetas com capuz removível e detalhe de efeito franzido nos braços, super fashion. As cores são bem femininas, em roxo e rosa.

Se a ocasião pede um look mais formal, opções bem bacanas são as jaquetas no estilo militar, para os meninos, com bolsos bem marcados e aplicações laterais, nos tons verde-militar e cru. As meninas não saem da moda com o modelo de gola arredondada e botões duplos, em azul-marinho e pink. Sugestões com a cara do inverno!

Bota montaria é hit também para as meninas













A Magia Teen traz para as garotas descoladas o hit da próxima estação: a Coleção Magia Teen Inverno 2009 Botas Montaria. Em diversos modelos e cores, as botas, além de tendência, são confortáveis, bonitas e muito femininas – para as meninas que querem desfilar no inverno com muito charme e estilo.


Montaria fashion
O modelo clássico, de salto baixinho, cabedal longo e bico arredondado, vem em cores tradicionais, como o preto e variações de marrom, mas também em cores diferenciadas como o prata e o dourado, para brilhar nos dias frios. A sola também aparece em duas cores, pintada de acordo com o detalhe metalizado da bota, ou lisa, em borracha. As botas trazem uma tira removível usada no cabedal, marcando bem o estilo montaria, com argolas e tachas.

Folk
Outro modelo da Magia Teen é a bota em estilo folk. Com cabedal em camurça e franjas na lateral, detalhes rústicos inspirados na etnia dos índios, os modelos, também em sola com ou sem pintura, aparecem nas cores preto, marrom, avelã e areia, além do charme da bota vermelha, linda para combinações ousadas de inverno.

Caubói
Também em marrom, preto, avelã, areia e vermelho, essas botas são diferenciadas por terem o cabedal em camurça retorcida, uma tira com tacha e fivela, além do corte em V arredondado do colarinho do cabedal, que se vê nas botas estilo country, super em alta. O salto continua baixinho e confortável e a sola, com opções de cores.


Clássicas
Estas são as vedetes dos pés das meninas neste inverno. Salto mínimo, cabedal longo, tiras transpassadas arrematadas com as fivelas típicas do estilo montaria, e o detalhe discreto do elástico na panturrilha. As cores seguem a tendência da moda invernal – marrom, preto e avelã, além das novidades para as meninas em areia e vermelho.

Com numeração do 30 ao 37, para as adolescentes que têm estilo, as botas de montaria da Coleção Magia Teen Inverno 2009 são muito confortáveis por dentro, de forro macio e palmilha absorvente, além da sola antiderrapante. Caem muito bem com vestidos e saias, calças mais justas, ou short e casaco combinados com meia-calça ou legging.

Meias Fashion PUKET aquecem e aparecem neste Inverno


Pernas de fora, mas muito quentinhas, aguardam o frio que vem por aí com a nova linha de meias Fashion da PUKET.

Em cores invernais como o bordeaux, o vinho, o cinza, rosa-pastel e preto, e com criativas estampas em xadrez, bolinhas, listras ou outras padronagens que são tendência para a próxima estação, as meias ficam perfeitas na combinação com short, vestido ou saia, aparecendo no look.

Confeccionados para se destacarem nas pernas à mostra deste inverno, os diversos modelos da coleção já podem ser encontrados nas lojas da marca. Em tamanhos ¾ e soquete, além das tradicionais sapatilhas, as meias Fashion PUKET também têm detalhes como apliques e laços para enfrentar com ar moderno e super feminino a estação mais fria do ano.

Clássicas


Para se proteger do frio do jeito mais clássico, mas não menos contemporâneo, a PUKET também traz em sua linha Fashion meias-calças fio 50 e 70, na cor preta, seguindo mais uma tendência do próximo inverno – o preto vem com força total na moda nos próximos meses.

3.6.09

Tons cintilantes e rosa-princesa enfeitam os pés das meninas na nova coleção da Kidy

Com combinações de cores delicadas e super femininas, a Kidy apresenta na sua coleção Outono/Inverno a linha Tênis Girls Kidy, que calçará os pezinhos das pequenas princesas com muito brilho e charme.

A coleção, que vai da numeração 23 ao 34, traz tênis e sapatilhas, todos com ar moderno e em variadas construções, como o velcro, o elástico e o cadarço. Brilho e strass dão o toque nobre no andar das garotas.

Sem deixar de lado tendências fashion como estampas xadrez e poá, a Kidy também alinha conforto a seus produtos. Com novos materiais, como sintético e PU resistente, a Tênis Girls também vem em peças em nylon, num tecido perfurado que facilita a transpiração dos pés.

Testados e aprovados pelo IBTEC (Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos), os calçados da Tênis Girls Kidy possuem ainda solado antiderrapante e palmilha antimicrobiana. A linha, com diversos modelos, varia nas cores e nos adornos.

Sapatilhas

Nas cores prata, rosa, pérola, marfim, lilás, branco e ouro, aparecem na versão de elástico e botão xadrez, com brilho ou com um lacinho na ponta – nada mais feminino.

Tênis

Na mesma referência de cores das sapatilhas, mas com tons cintilantes ou metalizados, os tênis têm alguns diferenciais: passador de metal personalizado com detalhe de pingente de celular, para as princesas modernas, ou passador de cadarço com coração de strass, para as princesinhas que querem brilhar. Alguns modelos têm um fechamento diferenciado de velcro com elástico, e trazem também bordados em forma de coração, deixando as meninas mais delicadas e românticas, como verdadeiras princesas.


Sobre a Kidy

O Grupo Kidy está a 18 anos no mercado de calçados infanto-juvenis e é uma das maiores empresas brasileiras do setor. Investe constantemente em pesquisas e tecnologia, emprega diretamente 1.800 funcionários e fabrica 20 mil pares/dia e está localizada em Birigui (interior de São Paulo), numa área construída de 11 mil m² integrada a um terreno de 45 mil m². Possui também uma filial na cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

O Grupo Kidy exporta para 40 países de todos os continentes. Seu maior volume é direcionado para países da América Latina, como Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador. África, Oriente Médio e Europa também recebem calçados Kidy: Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Chipre, Malta e Suécia comercializam os calçados, destinados para crianças de 0 a 12 anos.

Mais sobre a empresa no site www.kidy.com.br



[release para Kidy - assessoria: Maquinário Assessoria em Comunicação]

Os painéis já convidam a tocá-los


Com o avanço da tecnologia, avançam também os recursos da publicidade, e a mídia, antes estática, agora te chama para uma conversa


por Lisbeth Assis, para Revista Sign - teste



O que se costumava ver pelas ruas eram aqueles painéis que falavam do novo shopping ou de uma marca nova de chocolates. Sempre ali, no alto, ou parado, colado num vidro ou porta de elevador. Hoje, você pode tocar a imagem e fazer o chocolate se mover ou simular a abertura da porta do shopping e ver o que ele te proporciona.


A mídia eletrônica avança junto com a tecnologia e tem ganhado mais espaço perante a mídia clássica, estática. Mas sem substituí-la. “Para cada espaço há um tipo de informação. A mídia eletrônica, apesar de estar ganhando força, vem como um adicional, como um complemento à mídia estática. Ambas trabalham juntas”, explica Luís Emanuelli, técnico em mídia estática. Ele garante que a mídia clássica, para quem gosta dos tradicionais banners e letreiros, não deixará de existir. “Os pontos-de-venda de supermercados, por exemplo, misturam displays de LCD com um balcão adesivado”, exemplifica.


O conteúdo da mídia eletrônica geralmente é novo e específico para um determinado público. A rede Fran’s Café é uma das grandes redes que apresenta em seu conteúdo não apenas seus produtos, mas também informações sobre a cidade de São Paulo. Seus painéis vão além da venda, eles investem na sinalização digital, divulgando informações úteis e pertinentes a quem freqüenta o Fran’s Café.


As desvantagens da comunicação visual eletrônica são poucas, mas existem. “A mídia eletrônica custa mais caro, por ser uma tecnologia nova”, conta Luís. Além disso, ainda é pequeno o número de empresas que tem capacidade financeira para cobrir os gastos necessários para a divulgação eletrônica, somente grandes redes já são adeptas. “Mas tende a baratear, a tornar-se um recurso mais viável com o tempo”, afirma.


Outro problema é a sustentabilidade dessa mídia. A falta de recursos para energia hoje vem se agravando, e busca-se ao máximo a economia. Mas, questionado sobre este problema, Luís Emanuelli revelou que “a mídia clássica também exige muitos recursos, como o gasto com impressoras de grande porte.” No fim das contas, ambas gastam, a estática antes e a eletrônica depois. Além disso, muitos recursos da mídia estática não são recicláveis, como as lonas utilizadas em banners e faixas, e a comunicação eletrônica acaba sendo menos prejudicial ao meio ambiente. “A mídia estática uma hora é trocada, vai pro lixo. Na eletrônica, a mídia é a mesma; você só troca o conteúdo, e o gasto com energia é baixo, como de um computador ligado”, ressalta Luís.


A intenção da mídia eletrônica não é apenas chamar ainda mais a atenção da população. Ela foi criada também para interagir. “Nos painéis eletrônicos as pessoas podem tocá-lo, mexer na projeção, é mais interessante. Não haveria interação se fosse estático”, defende o técnico. Mas, se houver qualquer problema com a sua mídia eletrônica, você precisará ir atrás de um técnico e seu painel ficará parado – curiosamente como uma mídia estática – até que o problema seja resolvido. “É um risco”, finaliza.

26.3.09

Tudo sobre o amor materno


Uma das obras de Pedro Almodóvar que merece destaque particular na DVDteca de cada cinéfilo é “Tudo Sobre Minha Mãe”. Almodóvar encanta a todos, mas desta vez conseguiu tocar especialmente o público feminino pós-maternidade, com um enredo emocionante pelo tom dramático que acompanha toda a história (típico tom feminino), e relativamente comum a muitas mulheres: a mãe solteira, o marido controlador, a educação de um filho sem a figura paterna. O cineasta arrisca no óbvio recheando-o com o extravagante – beirando até o bizarro – e, acertando como sempre, deixa a estas espectadoras e a todos os outros a pergunta simples, porém paradoxalmente complexa: do que o amor materno é capaz?

O jornalista crítico de cinema Ruy Gardnier, em crítica a “Tudo Sobre Minha Mãe”, definiu o filme como “um universo mítico onde o feminino vence, onde não se trata mais de tolerância burguesa, e sim de total aceitação materna.” O renomado cineasta Pedro Almodóvar lançou em 1999 este longa-metragem acentuando algumas de suas mais fortes e conhecidas características: transformar o comum em espetacular, e abordar o universo feminino. Com esta receita, o filme levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A história apresenta-se comum, porém toma rumos inesperados, interessantes e então muito incomuns no decorrer da história. Manuela (interpretada pela atriz Cecília Roth, de Kamchatka) é uma mulher de vida espantosa e sofrida. Fugiu grávida de Barcelona para se afastar do marido controlador e teve seu filho em Madri, criando-o sozinha. Nunca havia revelado a identidade do pai, que se transformou na travesti Lola, personagem singular interpretado por Toni Canto – que só dá as caras no final do longa. Quando Estebán (o iniciante Eloy Azorín) completa 17 anos, no exato dia de seu aniversário, sua mãe o leva para assistir a uma peça de teatro e, numa fatalidade, ao correr atrás do táxi que levava a atriz principal da peça, Huma Rojo (participação especial de Marisa Paredes), para pedir um autógrafo, é atropelado. Após o falecimento de Estebán, que morreu sem nunca ter obtido a resposta da mãe de quem era seu pai, Manuela decide procurar o pai do garoto para contar-lhe sobre a morte do filho. ‘Lola’ não está, e quem aparece é uma mulher portadora do vírus HIV, que está grávida do travesti.

Os diversos personagens que cruzam o caminho de Manuela na procura pelo pai de seu filho em Barcelona dão o toque cômico ao filme, como a velha amiga Agrado, um outro transformista, denotando o gosto de Pedro Almodóvar pelo excêntrico e pelo que choca a sociedade, como a homossexualidade e o preconceito. Nesta engraçada personagem, Almodóvar apresenta mais traços do universo feminino com um homem fazendo papel de mulher.

A transição para a tragicomédia começa a partir do encontro de Manuela com mais uma mulher: uma freira (marcada pela beleza da atriz Penélope Cruz), Rosa, prestadora de serviços de assistência social a prostitutas e travestis e que – surpresa, mulheres: isto é Almodóvar! – está grávida de Lola. Com a devoção religiosa nunca bem aceita pela família, e agora com uma inusitada gravidez que claramente contrasta com a vocação escolhida, Rosa pede ajuda a Manuela, que a acolhe com muita compaixão. Em mais uma alusão clara à maternidade e aos problemas estritamente femininos, Rosa morre no parto vítima das complicações da AIDS – contraída na relação com Lola.

A situação bizarra em que Manuela se envolve põe à prova a força feminina, através da extrema sensibilidade do gênio cineasta, somada às excêntricas situações que caminham durante o filme. O afeto e a agonia congelam as mulheres que acompanham a história, discorrendo sobre até onde podem ir os laços de sangue, acompanhando Manuela em sua decisão do que fazer com a criança órfã que acaba de nascer, e como lidar com a morte do próprio filho e aceitá-la.

As personagens que transitam pelo filme dão apoio às ações de Manuela, que se fortalece com a história de cada um, suas necessidades, carências e virtudes – como o detalhe de participar de uma peça como atriz substituta, a convite de Huma Rojo, realizando uma vontade sua, ou tendo que decidir o que fazer com o filho de Rosa e Lola. Ela se depara com a história de vida deles que ora se contrapõe ora se parece à sua, pois ela é uma mulher que por 17 anos criou seu filho sozinha – ser mãe, ainda mais solteira, não é uma tarefa simples ¬– e vê Rosa grávida, sem o apoio da família e sem o pai da criança.

E agora Manuela carrega na mala em sua procura pelo ex-marido a maior dor materna: a perda de um filho, seu único, numa brilhante homenagem à relação mãe e filho, simbolizada no ponto mais frágil: a morte, que contrariou a lei da natureza de que os pais partem antes dos herdeiros. Ela passa por situações que mostram que mesmo com o rebento falecido, o amor materno nunca morre: Manuela, revelando a maturidade muito mais aprendida do que naturalmente obtida, opta por criar o filho de Rosa, batizando-o também de Estebán, provando que o amor de mãe é capaz de abstrair certos acontecimentos e ajudar a construir uma nova vida. Percebe-se como Almodóvar, como homem, consegue captar com tanta profundidade a sensibilidade feminina, abordando o tema do amor materno sem parecer banal ou falso, transformando o clichê no original, e o bizarro no aceitável e por fim, interessante.

Uma viagem a Rosário, o berço da bandeira argentina

Localizada a 295 quilômetros de Buenos Aires, Rosário é a segunda cidade mais importante de toda a Argentina, e fica na província de Santa Fé. É a cidade onde nasceu, em 1928, Ernesto Che Guevara, e onde foi içada pela primeira vez a bandeira da Argentina. Conta com monumentos exuberantes, passeio à beira do rio, shoppings modernos e uma agitada vida noturna – a melhor opção de viagem para quem quer conhecer a cidade que mais cresceu na Argentina no segmento do turismo.

Para aproveitar ao máximo sua viagem, saiba os pontos altos da cidade – tanto os turísticos quanto os noturnos –, descubra que Argentina não é só Buenos Aires e Bariloche, e veja a melhor forma de ir e vir até o berço da bandeira do país.

Transporte

A melhor opção para chegar a Rosário é ir de São Paulo até Buenos Aires e lá pegar um ônibus de viagem. Existem vôos diretos de São Paulo para Rosário, no entanto a passagem é mais cara. O preço médio da passagem do ônibus é de 35 pesos, o que equivale a R$20, em média.

Para chegar do aeroporto de Ezeíza à rodoviária, é melhor ir de táxi. Os rádio-táxis são ainda mais confiáveis. Na Argentina, o transporte é muito barato quando comparado ao Brasil, e os táxis, devido à sua comodidade, são sem dúvida a melhor alternativa para turistas. É interessante chegar com algum tempo de antecedência, para calmamente localizar a plataforma de embarque e comer alguma coisa. Alimente-se, pois serão 5 horas de viagem.

Em Rosário não faltam opções de hotéis com pacotes especiais de 3 a 4 dias, com sofisticação e requinte das grandes cadeias de hotéis mundiais, a maioria deles próximos ao centro da cidade e com diversos serviços disponíveis que facilitam a visita e a estadia na cidade. Procure informar-se e fazer sua reserva com antecedência; uma boa dica é procurar os hotéis que ficam de frente para o Rio Paraná – a vista é inesquecível.

A chegada a Rosário surpreende pela calmaria da cidade. Excetuando-se Buenos Aires, todo o resto da Argentina tem um ar interiorano. Não há prédios nem a bagunça da Buenos Aires que nunca dorme. À noite a sensação de cidade vazia é maior, mas não desanime, esta cidadezinha de 1.192.000 pessoas promete passeios memoráveis.

Rosário à luz do dia

Quando o dia amanhece, a pequena cidade do interior argentino revela uma beleza inesperada. Numa tarde de sábado, não deixe de caminhar às margens do Rio Paraná. Aos finais de semana, muitas pessoas aproveitam-se deste espaço par lazer; o sol outonal, em conjunto com o Rio, forma uma paisagem admirável.

Neste local você conta com uma série de bares onde famílias e grupos de amigos se reúnem. Uma boa pedida nestes bares é o carlito, um lanche de massa e extremamente recheado com a famosa carne argentina, muito bem temperada com especiarias locais; para beber, não dispense a limonada, que é muito boa e barata.

Rosário é uma cidade pequena, mas que possui inúmeros pontos turísticos a serem visitados. Lugares que são somente uma paisagem bonita para fotografar, lugares com uma história marcante, lugares interessantes, enfim, aproveite tudo que for possível e procure acordar cedo – o dia passa rápido e não há tempo para visitar tudo.

O Monumento Nacional à Bandeira está localizado às margens do Rio Paraná, e foi o primeiro lugar onde a bandeira argentina foi içada. Sua arquitetura simboliza um navio que viaja rumo ao futuro. Aos domingos, como no Brasil, missas são realizadas no monumento. É impossível que, mesmo as pessoas menos religiosas, não se encantem com o clima de paz e harmonia que domina o local, ou mesmo com a estonteante e paisagística beleza.

Próximo ao monumento está El Pasaje Juramento, um conjunto escultural composto por obras de Lola Mora. Juntos, formam o pólo histórico de Rosário. Mais à frente, um lugar também típico brasileiro: uma feirinha de artesanato. Trabalhos manuais, recordações da cidade, objetos originalmente argentinos. Vale a pena apreciar e trazê-los como uma forma de complementar o que, com certeza, ficará para sempre na lembrança.

Visite o shopping rosarino. Até em um lugar ‘comum’, um passeio normal, as coisas são novidades, são vistas com surpresa e entusiasmo. Cumpra seu papel de mulher e vá ao Portal Rosário Shopping – é o reflexo de uma nova cultura, uma nova moda, um outro modo de vida que contrasta com o ar interiorano da cidade. Dentro do shopping, há um supermercado onde estão todos os tipos de vinho de diversos preços, para todos os gostos. O vinho é uma boa pedida de presente – um de boa qualidade custa em torno de 16 pesos, apenas.

Aproveite o fim de tarde em Rosário em algum bar na beira da praia. Porém a água é de degelo, por isso está sempre numa temperatura baixíssima para os costumes brasileiros de banhar-se. Propício para novas amizades, os rosarinos se reúnem para programar o que farão à noite nestes bares. Aos domingos, normalmente, o lugar escolhido é mais calmo comparado às casas noturnas, afinal, segunda-feira é mundialmente dia de estudar e trabalhar.

Nada melhor do que um jantar seguido de uma banda. Alguns estabelecimentos oferecem um cardápio pré-determinado, em que os pratos variam entre carne e frango, apresentam diversos molhos e incluem uma garrafa de vinho para cada duas pessoas. O preço médio é de 30 pesos por pessoa, incluindo comida, bebida e sobremesa. Este jantar requintado é uma boa pedida para quem quer relaxar ou curtir a dois. Terminado o jantar, as mesas são retiradas e entra uma banda somente com os músicos ¬– o espaço é aberto para quem quiser subir no palco e cantar. Depois da banda, entra o DJ para encerrar a noite. Normalmente, termina por volta das duas da madrugada. Nas noites mais propícias a estenderem-se, como às sextas-feiras e aos sábados, não se volta ao hotel antes das 6h da manhã.

A noite em Rosário

Na noite em Rosário, o costume dos rosarinos é ir a um bar relativamente cedo, por volta das 11 da noite, e beber vinho, sempre. A tradição do vinho argentino é conhecida no mundo todo e lá, além da qualidade inquestionável, é muito barato e vendido em qualquer lugar. Depois de conhecer o vinho e também a cerveja rosarina, por volta das duas da manhã é hora de encaminhar-se a um ‘boliche’ – é assim que eles chamam lá as casas noturnas, e é a esta hora que a noite começa de verdade.

As casas cobram em média 10 pesos de entrada, e em algumas você ganha uma cerveja, que por sinal é de um litro. A música predominante da maioria das casas noturnas de lá é a cumbia, um ritmo argentino que lembra um pouco o forró brasileiro, com uma batida dançante. Se tiver intimidade, dance a cumbia com algum rosarino – eles adoram e você ainda vai se divertir bastante. Em Rosário, brasileiros e principalmente brasileiras chamam muita atenção, e são sempre muito bem recebidos.

Retornando

Depois de dias de turismo e cultura, é chegada a hora de voltar. Atente-se ao horário, pois a viagem é longa e pode haver congestionamento. É preciso voltar a Buenos Aires, para de lá, seguir ao Brasil. A viagem de Rosário a Buenos Aires é tranqüila. O que dificulta é o trajeto da rodoviária ao aeroporto, porque este fica isolado do centro da cidade. Com o trânsito típico das metrópoles de uma segunda-feira, o caminho dura cerca de 40 minutos e se gasta de 50 a 60 pesos com o táxi. Atente também para o pagamento da taxa de embarque, no valor de US$18. Ao chegar dirija-se ao check-in para efetuar o pagamento da taxa. É comum que os vôos atrasem, em média, uma ou duas horas. Mas isso não será problema. O aeroporto de Buenos Aires tem free shop com muitas opções de perfumes e maquiagens importados para as mulheres, além de muitos outros produtos, e sala para fumantes.

Com seu ar interiorano e calmaria contrastante com Buenos Aires, Rosário conta com monumentos enormes, muito bonitos e interessantes para quem busca cultura e, para quem busca diversão, conta com uma vida noturna escondida à primeira vista, que só se revela surpreendentemente agitada pela madrugada. Rosário é, sem dúvida, uma cidade completa.

Tempos modernos: a importância do estímulo à leitura infantil


O hábito da leitura traz inúmeros benefícios. Ler é descobrir: aprende-se com o que se lê, se enriquece o vocabulário, escreve-se melhor. Exercita-se o cérebro, trabalhando a inteligência, a memória, o conhecimento da linguagem, a capacidade de compreensão. Porém, atualmente, a vida contemporânea das famílias tem contribuído para o esquecimento do hábito da leitura, principalmente para as crianças.


A leitura tem se tornado mais rara. A modernidade trouxe a massificação da Internet – livros, jornais e revistas impressas têm perdido espaço para a leitura cômoda e rápida a um clique de distância. Hoje, uma criança de 9 anos prefere navegar em sites de relacionamento a ler um livro ou uma revista, mesmo as direcionadas à sua idade. Atentos a estes contratempos, os pais devem buscar usar a Internet como mais um meio de ensino, e não um desestímulo ou substitutivo. Tanto como prazer quanto como aprendizado, a leitura deve ser incentivada nos primeiros sinais de alfabetização – de 4 a 6 anos.


O estímulo aos filhos

Existem diversas formas de incentivo. Os pais podem estimular o interesse dos filhos começando por atos simples – ler histórias aos que estão traçando as primeiras voltas do lápis incita a curiosidade de aprender e de ler sozinho. Outra forma de fazer com que a criança se interesse são os livros didáticos próprios para esta fase, que trazem muitas figuras e textos curtos. O amadurecimento da alfabetização só aparece com a exposição gradativa aos estímulos da leitura, ajudando o cérebro a se desenvolver.


O ideal aos pequenos é que recebam livros e revistas que possam ser manuseados – a Internet não é didática como páginas em papel, ela não permite o toque, não dá liberdade para que a criança caminhe pela casa ou pela escola com sua leitura em mãos, quando ela busca esclarecer dúvidas ou apenas exibir sua mais nova conquista, a compreensão da palavra escrita. Embora um computador tenha diversos recursos de interatividade, o contato manual é mais pertinente à realidade dos petizes no momento, a do aprendizado inicial sem grandes dificuldades, e não deve ser substituído.


O comodismo da Internet

Mesmo uma criança que leia com fluência, já na fase de interessar-se factualmente pelo que lê – dos 9 aos 13 anos –, com a gama de possibilidades da Internet de trazer qualquer texto à vista em segundos, pode perder aos poucos o hábito de ler, afinal uma tela de computador torna a leitura cansativa aos olhos e prejudicial à coluna, mesmo de um livro infantil curto. Cabe aos pais abrir mão de um pouco da praticidade moderna e levar os filhos a bibliotecas e livrarias, e presenteá-los com livros. Quanto mais o tempo passa, mais difícil se torna fazer da leitura um hábito, pois o cérebro se torna ‘preguiçoso’.


A escola também deve ensinar a gostar de ler. É no período de início escolar que as crianças aprendem efetivamente a ler e a gostar do exercício. Hoje, poucas instituições de ensino adotam a rotina da leitura. A maioria dos adolescentes considera desnecessário ler além daquilo que lhes é ensinado por meio de apostilas e explicações. Isto se deve à falta de estímulo durante a infância, tanto pelos pais quanto pela escola.


Contrariedades

Outros problemas são enfrentados na tentativa de tornar hábito a leitura infantil. Apesar dos incentivos fiscais, as editoras ainda mantêm os livros caros; há a falta de estímulo do Governo, a banalização da cultura no mundo moderno, a leitura como atividade da elite; a ampla gama de títulos dificulta a seleção, por falta de informação; a precocidade da criança que, aos 10 anos, se julga um pré-adolescente que prefere sair a ler um livro; o trabalho infantil nas regiões mais pobres, onde as crianças não têm acesso a livros nem a nenhuma tecnologia; entre outros.


Ler é instrumento de estudo e de trabalho. De suma importância, o hábito faz a diferença e deve começar na infância. Quem não tem o costume de ler, não adquire conhecimento, não desenvolve seu senso crítico e não evolui socialmente. Compete aos pais de hoje incentivar suas crianças ao hábito de ler, para que cresçam adotando a leitura como atividade essencial.




para Editora OnLine, em 25/03/2009

11.5.08

RECESSO

Este blog está em recesso por conta do volume de trabalhos da faculdade (VULGO 'TCC' - que dura um longo ano inteiro), então para não escrever blablablabla aqui, prefiro não escrever nada até concluir o TCC (que logo acaba, thanx God!) e ter tempo relativamente livre pra postar um texto bom.

Posto até trechos do meu querido Trabalho de Conclusão de Curso (que no Mackenzie foi batizado de TGI - Trabalho de Graduação Interdisciplinar) mas, por enquanto, impossível aparecer por aqui com qualidade.


VOLTO EM BREVE!

12.7.07

Obrigado Por Escolher

por Lisbeth Assis
Dirigido e escrito pelo estreante Jason Reitman e estrelado por Aaron Eckhart, Obrigado Por Fumar (Thank You For Smoking, 2005) conta a história de um lobista incumbido de convencer as pessoas de que fumar não é prejudicial. Tarefa quase impossível - pintar uma boa imagem da semente cancerígena formatada em bastões, desconectá-la do vínculo com a idéia imediata da degradação.

O termo lobby significa representar os interesses de uma entidade e influenciar outras – esse tipo de “porta-voz” é uma profissão legal nos Estados Unidos, embora malvista. Mas Nick Naylor (Aaron) precisa trabalhar: lutando contra os antitabagistas para vender seu produto, baseia-se na teoria da liberdade de escolha, dizendo que todo mundo sabe que cigarro mata, mas só fuma quem quer. De fato. E quem quer, não gostaria de ver estampado em seu maço uma caveira, como planeja instituir nas embalagens de cigarro o senador Ortolan Finistirre (William H. Macy).

No entanto, a teoria da liberdade de escolha não é o bastante para Naylor. O lobista chega a recorrer a meios baixos para persuasão - quer reimplantar os cigarros no cinema, antigamente vistos como charme das pin-ups e suas piteiras nos longas à la Monroe; paga uma quantia exacerbante para que o “Homem do Marlboro”, Lorne Lutch, pare de reclamar na mídia por ter desenvolvido câncer, entre outras artimanhas. É o dom da palavra, é o poder do convencimento, é a influência descarada. É a fragilidade da sociedade dominada pelo consumismo que o capitalismo traz.

Intercalando drama e comédia, o grande questionamento do filme é se existe realmente a liberdade de escolha. Partindo da premissa sincera, ingênua ou irônica de que é possível escolher, Jason Reitman dubiamente mostra em seu roteiro, adaptado do livro de Christopher Buckley, que podemos sim escolher o que quisermos, mas dentre as opções a nós apresentadas. Complicado.

10.7.07

OUTDOORS

por Lisbeth Assis


Notícia publicada no site Última Instância, da UOL, em 26 de setembro de 2006.


Câmara aprova proibição de outdoors em SP a partir de 2007
(João Novaes)

Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, em segunda
votação, nesta terça-feira (26/09), o Projeto de Lei 379/06, de autoria do
prefeitura, que proíbe a publicidade externa na capital paulista. O projeto,
denominado Cidade Limpa, foi aprovado por 45 votos favor e 1 contra — do
vereador Dalton Silvano (PSDB), ligado ao ramo de publicidade.


Na prática, com a aprovação da lei, a partir de 2007, fica proibido
qualquer tipo de publicidade externa na cidade. Outdoors, placas, painéis,
pinturas em muros, entre outros meios, estão todos proibidos a partir do dia 1º
de janeiro de 2007.


Também ficam vetados pelo projeto, por exemplo, anúncios em táxis,
ônibus, bicicletas, trailers e até mesmo aeronaves, incluindo os chamativos
dirigíveis. (...)"




A proibição de publicidade externa gera duas vertentes distintas. A primeira é a de que, de fato, a cidade de São Paulo carece de uma “limpeza” na parte visual. A segunda é a de que a proibição dos outdoors e outras propagandas do gênero dificultaria o trabalho dos publicitários e divulgação das empresas de seus produtos.

A quantidade de outdoors expostos em praticamente todas as vias da metrópole polui significativamente o visual, junto com os painéis eletrônicos, os muros pintados em massa nas épocas de campanha política, cartazes colados para divulgação de eventos, entre outros tipos. Alguns conteúdos de outdoors chegam até a causar acidentes de trânsito, por desfocarem a atenção do motorista do tráfego. E os cartazes, chamados de lambe-lambe, muitas vezes descolam, sujando as vias públicas, ou são levados pela correnteza da chuva, entupindo bueiros e bocas-de-lobo, agravando o problema das enchentes.

Por outro lado, uma das maiores colaboradoras da divulgação de produtos é sem dúvida a propaganda externa. Os cidadãos paulistanos estão a maior parte do tempo fora de casa; passam também boa parcela do dia no trânsito, razão pela qual existem tantos outdoors nas vias de maior circulação. Com a lei aprovada, os publicitários assistem enfraquecer uma parte muito significativa do poder da mensagem publicitária.

A grande questão da nova lei é amenizar a poluição visual. O bombardeamento de propaganda externa acaba não só poluindo visualmente a cidade, como também levando à não-absorção das informações, pois por ser em quantidade exagerada elas se homogeneízam, não se diferenciam, perdendo o objetivo dos publicitários: divulgar determinado produto. O exagero acaba muitas vezes escondendo o produto, no meio de tantos outros, e não o destacando: a massificação da informação tira a capacidade do indivíduo de absorvê-la.

De fato São Paulo precisa de uma melhora no aspecto visual; a quantidade enorme de propagandas polui seu meio-ambiente, que já carrega um estado bem precário, denunciando o terceiro mundo. O projeto Cidade Limpa veio a calhar; ajudará a cidade na busca por uma face mais “limpa”.

Mas dentre a dicotomia da limpeza no visual da cidade e a dificuldade dos publicitários na busca por novos meios de divulgação da propaganda - o que aparenta ser fútil ou supérfluo, há também um ponto à parte: existem muitos outros problemas mais graves na cidade de São Paulo a serem analisados e tomados como prioridade do que a poluição visual.



[em 30 de setembro de 2006]

O crime que abalou a São Paulo dos anos 30

O Castelinho da Rua Apa carrega um segredo há quase 70 anos: quem matou a família Guimarães dos Reis?

por Lisbeth Assis


A alta sociedade de São Paulo foi abalada por um crime até hoje não solucionado. Em 12 de maio de 1937, o Castelinho da Rua Apa, como ficou conhecido o castelo situado no cruzamento da Apa com a avenida São João, no bairro da Santa Cecília - Centro, tornava-se palco de um dos acontecimentos que ocupou por dias as manchetes dos jornais da época: o assassinato da rica e tradicional família Guimarães dos Reis.

Após a morte do patriarca, Vicente César dos Reis, que trouxe da França a idéia da arquitetura do castelo, Álvaro, o irmão mais velho, assumiu os negócios do pai. Advogado, de 45 anos, gostava de praticar esportes, freqüentar festas e flertava com muitas mulheres. O típico boêmio, na volta de uma viagem à Europa, veio com a idéia de transformar o Cine Broadway, conhecido patrimônio da família, em um rinque de patinação. Descontente com a sugestão, Armando, irmão mais novo de Álvaro, também advogado de 43 anos, mais recatado e discreto, tentou por diversas vezes impedi-lo. Para Armando, a mudança poderia trazer prejuízos financeiros à família.

Supostamente, este teria sido o motivo que desencadeou o crime numa noite em que, além dos dois irmãos, o corpo da mãe de ambos, uma senhora de 73 anos dedicada à prática religiosa, também foi encontrado.

Há varias versões para o caso e uma pergunta que nunca foi respondida com clareza: teria sido um duplo homicídio seguido de suicídio ou um triplo homicídio? Segundo a versão da polícia, Álvaro teria sido o autor do crime, pois a pistola estava registrada em seu nome; matou o irmão durante uma briga num momento de descontrole e ira, matou a mãe, que possivelmente quis apartar a discussão e, em seguida, suicidou-se.


Controvérsias

As evidências levam a outras possibilidades. Projéteis de uma arma de calibre diferente no corpo de Maria Cândida Guimarães dos Reis, a mãe, reforçam a hipótese de haver uma quarta pessoa na casa no dia do crime. A arma foi encontrada próxima à mão direita de Álvaro, que era canhoto. E o fato mais curioso é o de que o irmão apontado como autor do crime foi encontrado morto com dois tiros, inviabilizando a afirmação concreta de que houve um suicídio. A polícia, entretanto, nunca investigou estas hipóteses e deu o caso como encerrado, apontando realmente Álvaro como o assassino.

Pelo fato da família não ter deixado herdeiros, o Castelinho tornou-se pertencente ao governo e encontra-se hoje em um estado deplorável, necessitando de uma reforma urgente. Parte dos telhados e das paredes já ruíram e corre o risco de desmoronar.

Atualmente, com autorização federal, o imóvel é ocupado pela entidade assistencial Clube de Mães do Brasil, cuja proposta é transformá-lo em um centro de convivências educacionais para crianças carentes e idosos, com atividades que proponham a inclusão social. Mas para que isso se concretize, visto que o Clube de Mães não possui recursos financeiros para tal, faz-se necessária uma reestruturação na construção para poder ser usado com os objetivos sociais alvitrados pelo projeto.

Em razão do mistério sobre o caso do Castelinho da rua Apa, diversas lendas e contos urbanos foram criados. Mesmo que este tenha sido por muitos anos habitado por moradores de rua, tendo se transformado num cortiço temporário, quem por lá passava dizia ver e ouvir coisas no local: vozes, gritos, conversas e a resposta questionável à questão lançada deram ao castelinho a fama de mal assombrado. O enigma continua e este talvez seja um crime que nunca será desvendado.




“Eu era menina quando aconteceu, mas lembro. Lembro da minha mãe conversando com minha avó, que estava um entra-e-sai no castelinho da esquina, porque tinham matado ‘os ricos’. Me assustei e não queria mais passar ali, com medo de que fizessem algo para mim também, porque não sabiam quem tinha matado a família”
Maria Thereza Trotta, 82, antiga moradora do bairro da Santa Cecília


“Ah, dizem que os móveis se arrastavam, que tem fantasma até hoje, barulhos. Mas eu nunca ouvi nada não, nem mendigo não tem mais lá. Isso é lenda que o povo conta para assustar”
“Mas e se a gente levar o senhor lá dentro, só pra confirmar que não tem nada?”
“Ah... daí não”

Antônio Pedro Rocha, 55, trabalhou como pedreiro numa residência próxima ao Castelinho por 4 meses e passava em frente duas vezes por dia


“De onde eu trabalho, dá pra ver o castelinho da janela. Mas eu nunca olho, tenho medo. Ainda mais de madrugada... só não conta pra ninguém porque eu sou vigia e pode sujar pra mim se meu patrão ler isso”
Mariano, 42, vigia


“De vez em quando vêm umas pessoas e ficam aí, deve ser do Clube das Mães (aponta para o outdoor com a identificação do clube). Mas é muito raro. Tinha uma época que estava tendo teatro, aí tinha mais movimento, era menos assustador. Até simpático. Era uma coisa boa pra se fazer aí, pena que acabou”
Adelina Fidélis, 60, moradora do bairro da Santa Cecília desde 1965



[matéria realizada em 12 de novembro de 2006]